Um advogado de Minas Gerais, chamado Douglas Henrique Valente, entrou na Justiça para que seja anulado o reembolso de R$ 157 mil pagos pela Câmara dos Deputados ao deputado federal Pastor Marco Feliciano  (Podemos-SP), por um tratamento odontológico.

Valente ajuizou, no último 31 de outubro, uma ação civil pública alegando que o reembolso seria “imoral” e configuraria desvio de finalidade, já  que o tratamento do deputado seria, na verdade, estético.

Quando o caso veio a público, Feliciano alegou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula, além de implantes e aplicação de coroas na boca.

O parlamentar disse na época que sofria de dores crônicas relacionadas ao bruxismo.

“Não desejo para ninguém”, afirmou.

“Sou político e pregador.

Minha boca é minha ferramenta”, justificou.

Apesar das críticas ele se manteve firme em sua posição.

Além da anulação do ressarcimento dos R$ 157 mil, o advogado pede que a Justiça impeça o segundo vice-presidente e a Mesa Diretora da Câmara de autorizarem novos reembolsos do tipo a  qualquer parlamentar.