Quadras poliesportivas, iluminação de led e guarita da Guarda Municipal foram instaladas no novo espaço.

Praça Capitão Clóvis é entregue revitalizada em Boa Vista Rede Amazônica Roraima/ Reprodução A praça Capitão Clóvis, no Centro de Boa Vista, foi entregue completamente revitalizada pela prefeitura na noite de sexta-feira (8).

Depois de um ano e seis meses em obras, e ao custo de R$ 2 milhões, o espaço volta a ser uma opção de lazer aos boavistenses. Parte importante da história da capital, na década de 50, acima de uma caixa d’água que havia na praça, a população era informada sobre os acontecimentos políticos e sociais da capital e do estado numa espécie de rádio comunitária. Para o jornalista Aroldo Pinheiro, que nasceu em Boa Vista, no passado, a praça era um ponto de encontro entre os moradores. “É um pedaço da minha infância e boa parte da minha juventude também.

Essa praça aqui movimentava a cidade.

Imagina uma cidade que tinha 20 mil pessoas, naquele tempo não tinha televisão, não tinha internet, não tinha nada, então a vida se resumia a praça”, conta. Crianças brincam em playground, uma das novidades da praça Rede Amazônica Roraima/ Reprodução Na cerimônia de reabertura, a prefeita Teresa Surita reforçou a importância histórica do espaço para a cidade. “Tem toda uma história quando a gente não era ainda nem capital, a gente era ainda território, quando essa praça foi construída.

A gente recuperou tudo o que tinha de tradicional, mas de uma forma moderna”, explica. Para ser revitalizada, a prefeitura contou com o apoio do Exército, ONU e Aeronáutica para remover cerca de 300 imigrantes que viviam no local, em abril de 2018, para um abrigo provisório da capital.

Mais tarde, eles também aderiram ao processo de interiorização coordenado pela Operação Acolhida. Jovens jogam basquete em uma das quadras da praça Capitão Clóvis Rede Amazônica Roraima/ Reprodução Com mais de 4 mil m², duas quadras poliesportivas e quiosques para comercialização de alimentos, as obras levaram um ano e seis meses para serem concluídas e custaram R$ 2 milhões (R$ 2.061.000,00), afirmou Teresa. “Na praça foi incluído um playground, foi incluída também uma academia para as pessoas adultas e iluminação de led.

Também a guarita para a Guarda (Municipal).

Então foi totalmente reformulada, mas sem perder a característica da história”, destaca. História recente Cerco em volta da praça Simón Bolívar é montado na presença de imigrantes venezuelanos Valéria Oliveira/G1 RR Entre 2017 e 2018, centenas de imigrantes montaram barracas e passaram a dormir dentro da praça, a exemplo do que houve em outra praça, a Simón Bolivar, no bairro Pricumã, zona Oeste da cidade, que coincidentemente leva o nome do herói da independência da Venezuela. Na Simón Bolivar, que também foi revitalizada, a prefeitura levou oito meses para concluir as obras que custaram R$ 1 milhão. No local, que ganhou cercas, novos bancos, piso e passou a ter um horário de funcionamento, chegaram a conviver cerca de 1,2 mil imigrantes.

Todos foram removidos para abrigos e interiorizados para outros estados. Já a praça Capitão Clóvis ficou conhecida por ter registrado o primeiro caso de sarampo de Roraima desde 2015.

A doença que até hoje se espalha em todo o Brasil, gerando, inclusive, campanhas de vacinação. Praça Capitão Clóvis, no Centro de Boa Vista, foi isolada com tapumes no dia 4 de abril; desde então nenhum imigrante foi levado para abrigos Emily Costa/G1 RR