Conflito começou em 2016, no leste da Ucrânia, depois que a Rússia anexou a península da Crimeia.

Observadores monitoram a saída de forças da Ucrânia, em 9 de novembro de 2019 AFP A Ucrânia e os separatistas pró-russos começaram neste sábado (9) a retirar suas tropas de um setor-chave da linha de frente no leste do país, o passo prévio a uma cúpula internacional destinada a relançar o processo de paz. "A retirada das tropas e do armamento começou" entre os povoados de Petrivske e Bogdanivka, declarou uma autoridade do exército ucraniano, Bogdan Bondar.

A agência de imprensa oficial dos separatistas, DAN, informou em seu site que "as autoridades da República Popular de Donetsk (DNR) comemoram o começo da retirada das armas e dos soldados" desta zona. A retirada de tropas começou pouco depois das 12h (07h em Brasília).

Os separatistas e os ucranianos lançaram foguetes luminosos brancos para indicar que ambos os campos estavam preparados e depois um verde, que significava que começavam a se retirar. A operação, que pode durar dias, estava prevista inicialmente para segunda-feira (4) e depois sexta (8), mas foi adiada por disparos na zona. A retirada deste sábado (9) é "a última condição prévia para organizar a cúpula quadripartite", explicou nesta semana o chefe da diplomacia ucraniana, Vadym Prystaiko.

Na cúpula participarão representantes da Ucrânia e da Rússia com a mediação da França e da Alemanha. Encontro entre presidentes Prystaiko espera que este encontro entre Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron e Angela Merkel possa ocorrer em novembro, em Paris. Seria o primeiro encontro nesse nível para buscar uma saída para o conflito, que começou em 2016 no leste da Ucrânia. A realização da cúpula não foi concretizada até agora porque a Rússia condicionava o diálogo à retirada das tropas ucranianas em três pequenos setores da linha de frente. A retirada de tropas, iniciada pelo novo presidente ucraniano em maio, gera preocupação na Ucrânia, sobretudo entre os ex-combatentes. O conflito deixou cerca de 13 mil mortos desde que começou, há cinco anos, um mês depois da anexação por parte de Moscou da península da Crimeia.