Estado já registra 94 casos da doença.

Campanha começa na próxima segunda-feira (18) em todas as cidades de Santa Catarina.

Campanha nacional de vacinação contra o sarampo começa na segunda-feira para adultos entre 20 e 29 anos Divulgação A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo começa na próxima segunda-feira (18), em todas as cidades catarinenses.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, Santa Catarina precisa vacinar, nesta fase, cerca de 420 mil pessoas.

A etapa é destinada a adultos entre 20 e 29 anos. Esta fase da campanha é considerada de extrema importância para o estado.

O último boletim epidemiológico divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) indica que a faixa etária que mais contraiu a doença em SC foi justamente os jovens adultos, com idade entre 20 e 29.

Já são 94 casos confirmados de sarampo em Santa Catarina, e 41 dos pacientes estão nesta faixa etária.

De acordo com a gerente de imunização da DIVE, Lia Quaresma Coimbra, ainda vale ressaltar que adultos até 29 anos precisam ter tomado duas doses da vacina ao longo da vida.

“Caso não tenham tomado, não lembrem ou não tenham mais a carteirinha de vacinação, a recomendação é ir até uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal”, esclarece a gerente. Suspeita de sarampo causa busca por frequentadores de evento de marketing e restaurantes de Florianópolis Chegada do verão preocupa Vigilância pelo risco de aumento de casos de sarampo em SC Vacine-se O público-alvo da segunda fase são os jovens adultos por estarem mais vulneráveis à doença.

A campanha segue até o dia 30 de novembro, quando ocorre o dia D da vacinação.

Mas as pessoas das demais faixas etárias também podem procurar as unidades de saúde para receber a vacina.

Veja a seguir quem precisa tomar: - bebês entre seis e 11 meses: dose zero - crianças com um ano: dose um - crianças com um ano e três meses: dose dois e última dose por toda a vida Aqueles que não sabem se já estão imunizados, precisam atualizar a situação vacinal de acordo com a faixa etária: - de 20 a 29 anos: duas doses - de 29 a 39 anos: uma dose Casos importados Do início do ano até o dia 8 de novembro, quando foi divulgado o último boletim, foram confirmados 94 casos importados de sarampo em Santa Catarina.

Ou seja, são pessoas que pegaram a doença de pacientes de outros estados ou que contraíram sarampo em outro local.

De acordo com Alda Rodolfo da Silva, enfermeira da DIVE, ”os casos estão sendo classificados como importados, pois têm histórico de residência, deslocamento ou provável contato com casos confirmados em outros estados do Brasil, onde também estão acontecendo surtos”.

Além dos casos confirmados, outros 43 estão em investigação e/ou reteste, conforme protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde. Manchas vermelhas pelo corpo são sintoma de sarampo Febrasgo.org/Divulgação Onde estão os pacientes Do total de casos confirmados, 3 foram em tripulantes de um navio atracado no litoral catarinense no mês de fevereiro de 2019 e outros 91 casos estão distribuídos em 21 municípios catarinenses: Joinville (25), Florianópolis (23), Palhoça (7), Jaraguá do Sul (7), Concórdia (5), São Bento do Sul (4), Barra Velha (3), São José (2), Governador Celso Ramos (2), São Francisco do Sul (2), Guaramirim (1), Balneário Camboriú (1), Schroeder (1), Guabiruba (1), São João Batista (1), Imbituba (1), Tubarão (1), Monte Castelo (1), Mafra (1), Jaborá (1) e Araquari (1). Sarampo O vírus se espalha facilmente pelo ar através da respiração, tosse ou espirros e pode ficar até duas horas no ambiente.

Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca foram expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado.

A única forma de se prevenir é com a vacinação. Os principais sintomas do sarampo são: febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados.

“A pessoa que apresenta esses sintomas deve procurar o serviço de saúde com a máxima urgência.

O sarampo pode causar complicações e, em casos mais graves, deixar sequelas ou levar à morte”, esclarece a enfermeira Alda Rodolfo da Silva. Veja mais notícias do estado no G1 SC