Um projeto de lei assinado por políticos democratas quer eliminar a nova regra que protege a consciência moral e religiosa de médicos e enfermeiros para que eles não participem de aborto, suicídio assistido e eutanásia.

O governo de Donald Trump implantou a regra para que as instituições que forçarem seus profissionais a realizarem atos que vão contra suas liberdades individuais percam o financiamento púbico.

Mas para a deputada norte-americana Barbara Lee, da Califórnia, a senadora norte-americana Patty Murray, do estado de Washington, e o deputado norte-americano Chris Pappas, de New Hampshire, esta regra precisa cair.

Lee firmou que a proteção da consciência permite que médicos e enfermeiros discriminem os pacientes.

“Nossa lei garantirá que ninguém seja negado o atendimento necessário com base nas crenças pessoais de um profissional – porque a única coisa que deve ditar o atendimento ao paciente é o melhor para o paciente”, disse ela.

Pappas argumentou que já existem proteções de consciência adequadas na lei.

“Embora as proteções baseadas na consciência já existam na lei, essa regra extrema coloca os pacientes em risco”, disse o senador.

“Devemos garantir que as crenças pessoais ou religiosas de um provedor não comprometam o atendimento ao paciente”.

Disputa jurídicaA LifeNews informa que, embora a maioria dos americanos acredite que os trabalhadores médicos não devem ser forçados a ajudar com o aborto, um tribunal recentemente derrubou a nova regra de proteção da consciência.

Vinte estados entraram com a ação buscando derrubar as proteções da consciência pró-vida, colocando médicos e enfermeiros em risco de serem forçados a fazer abortos ou se referir a eles.

A Constituição dos EUA e inúmeras leis federais forneçam proteções robustas aos direitos de consciência dos profissionais médicos, essas leis estão sendo violadas à medida que médicos, enfermeiras e estudantes de medicina são obrigados a participar do aborto.