Sessão foi realizada na segunda-feira (2) e previsão é de que a cidade gaste em torno de R$ 1,4 bilhão.

Somente a Secretaria de Bem-Estar Social teve queda no repasse em relação a esse ano.

Segundo o secretário de Finanças, Everson Demarchi, gastos com precatórios, floresta urbana e Cohab impactaram no aumento no gasto com encargos TV TEM/Reprodução A Câmara de Vereadores de Bauru (SP) aprovou, em sessão realizada na segunda-feira (2), o orçamento da cidade para 2020.

A previsão é de que a prefeitura arrecade em torno de R$ 1 bilhão.

O valor é 10% maior do que a receita do ano passado, que era de R$ 909 milhões.

Apesar disso, a Lei Orçamentária Anual apresenta um déficit de R$ 436 milhões. Isso porque a cidade prevê gastar pouco mais de R$ 1,4 bilhão, um valor 6,1% maior do que as despesas previstas para 2019, que eram de R$ 1,3 bilhão.

Com isso, a prefeitura deve gastar mais do que vai arrecadar.

Outro dado que chama a atenção é o aumento de 31,9% das despesas com encargos no ano que vem.

Enquanto no ano de 2019 o gasto estava previsto para R$ 87,9 milhões, em 2020, a previsão é de R$ 115,9 milhões. Câmara de Bauru aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020 Segundo o secretário municipal de Finanças, Everson Demarchi, o aumento no gasto com os encargos está relacionado à variação anual do mapa de precatórios, ao parcelamento da dívida com a floresta urbana, de R$ 8 milhões, e com a Cohab, de R$ 20 milhões.

"Você tem R$ 35 milhões que poderiam estar destinados para investimento e outras pastas que têm necessidade.

O orçamento de 2020 está mais apertado que o de 2019 por conta dessas despesas extras que chegaram, mas a gente conseguiu ajustar para que todas as secretarias tivessem condições de funcionamento", explica o secretário.

Do orçamento, a expectativa é de que R$ 198,6 milhões sejam destinados para a Funprev.

Já para a Emdurb, estarão disponíveis R$ 69,1 milhões e, para o DAE, R$ 168,9 milhões.

Além disso, as secretarias terão mais dinheiro para investir em projetos no próximo ano, com exceção da de Bem-Estar Social, que teve queda no orçamento.

"A queda no orçamento da Secretaria de Bem-Estar Social se deu em razão de um contrato com a Emdurb de manutenção de cemitérios, que antes era cuidado pela Sebes e agora passa a ser pela Secretaria de Obras.

Então, em termos de serviço que a secretaria presta para a sociedade, continuou da mesma forma e com os ajustes necessários", garante Everson.

As duas pastas com mais dinheiro disponível são a de Educação e de Saúde, com R$ 264 milhões e R$ 257 milhões, respectivamente.

Em seguida, a Secretaria de Obras poderá gastar R$ 86,6 milhões, a Secretaria de Finanças, R$ 30,6 milhões, a de Negócios Jurídicos, R$ 14,8 milhões e a de Cultura, R$ 14, 7 milhões.

Por fim, a Secretaria de Bem-Estar Social, que teve o orçamento diminuído, terá R$ 66,7 milhões disponíveis.

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