Prefeitura diz que 2 mil estão na fila, mas serão oferecidas 1.224 vagas no início do próximo ano.

Duas organizações manifestaram interesse em gerir unidade no Jardim Cristo Redentor.

Duas mil crianças estão à espera de vagas em creches de Ribeirão Preto Cerca de 800 crianças continuarão sem vagas nas creches de Ribeirão Preto (SP), mesmo após a inauguração das novas unidades educacionais nos bairros Jardim Cristo Redentor, Heitor Rigon e Paulo Gomes Romeo, prevista para o início do próximo ano.

Segundo a Prefeitura, 2 mil crianças estão na fila de espera, mas serão oferecidas 1.224 vagas.

Em julho, a Prefeitura iniciou o credenciamento de organizações sociais para a gestão de sete novas escolas infantis.

Entretanto, nenhuma entidade entrou na disputa.

No final de outubro, a administração municipal abriu a possibilidade de organizações da sociedade civil (OSC) se candidatarem para gerir as creches. Em nota, a Secretaria da Educação informou nesta terça-feira (3) que duas entidades enviaram propostas para a unidade no Jardim Cristo Redentor, garantindo 1.036 novas vagas para alunos de zero a 5 anos. “Além disso, a pasta prevê a conclusão de mais 14 unidades ao longo de 2020 para atender à necessidade do município, gerando mais de 6 mil vagas entre ensino infantil e fundamental”, diz o comunicado.

O governo destacou que as matrículas devem ser divulgadas apenas em janeiro.

Inauguração das novas unidades educacionais está prevista para o início do próximo ano em Ribeirão Preto (SP) Valdinei Malaguti/ EPTV Preocupação A situação preocupa os pais, que buscam por vagas nas unidades de educação.

A atendente Andreia Santos Souza mora no Jardim Cristo Redentor e está à espera de uma vaga para a filha Emanuele, de 1 ano, na creche do bairro que ainda não foi inaugurada. "Nós fizemos a inscrição, mas estamos aguardando na fila de espera.

Mesmo assim, entramos em contato para perguntar o prazo e não temos resposta.

Não dá para trabalhar, não tenho onde deixar a minha filha", conta.

Já a dona de casa Jéssica Tauane de Souza Orlandi mãe de Maria Eloisa, de 4 anos, e de Matheus, de 2, afirma que ingressou com pedido de matrícula para os filhos no ano passado, mas até agora não obteve resposta. "Eu tive que pedir demissão e ficar em casa, porque não tenho com quem deixar meus filhos.

É uma situação complicada, porque ninguém sabe informar nada e uma pessoa fica jogando para a outra.

Nada de vaga aparecer ainda", reclama.

Jéssica pediu demissão do trabalho para cuidar dos filhos em Ribeirão Preto (SP) Valdinei Malaguti/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca