O pesquisador Raúl Valadez Azúa, especialista da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), declarou que uma pessoa que trata seus animais de estimação como filhos pode sofrer de distúrbios psicológicos.

“Quando alguém trata um cachorro como se fosse humano, ele rompe com a interação homem-cão que foi formada há 20 mil anos”, disse ele em um comunicado divulgado à imprensa na última quarta-feira (8).

Ele alerta que introduzir o animal a um esquema do qual ele não faz parte é prejudicial também por afetar a “perspectiva” do animal, tornando-o “incapaz de procriar” por não reconhecer os membros de sua espécie como seus pares.

Valadez disse também que a tendência de tornar os animais como membros da família é favorecida pela sociedade cada vez mais consumista, individualista e por conta do isolamento pessoal, da insegurança e da cibercomunicação.

No comunicado, o pesquisador informa que a relação entre humano e cão se tornou próxima há 33,5 mil anos quando as duas espécies começaram a compartilhar atividades como caça, comida e território.

“A partir desse momento, o homem promoveu a formação de animais mais dóceis, obedientes e servil”, afirmou.

Contudo, ele lamenta que na década de 1980 “os cães se tornaram um item comercial”, estimulado também pelas produções cinematográficas com cães em destaque, promovendo a compra das raças que eram exibidas nos filmes.