O padre Sefer Bileçen, do mosteiro de Mor Yakup, no sudeste da Turquia, foi detido na quinta-feira passada, de acordo com a agência de notícias pró-curda Mezopotamya, além de outros dois cristãos assírios, Musa Tash Takin, de Sidri, e Youssef Yar, de Üçköy.

Eles foram presos acusados de terrorismo por terem oferecido pão e água a militantes curdos que visitaram o mosteiro.

Um guarda turco teria acusado o padre de ajudar e favorecer um militante curdo que é alinhado com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, um grupo reconhecido pelos EUA como organização terrorista estrangeira.

A prisão de Bileçen foi em resposta ao testemunho prestado por um membro das Forças de Defesa Popular (HPG) alinhadas ao PKK, que alegou que Bileçen deu pão e água aos membros do HPG quando visitaram a igreja em 2018.

Para Evgil Türker, a prisão do padre é tão ilegal quanto a prisão do pastor Andrew Brunson que ficou mais de anos preso na Turquia sob falsa acusação de estar ligado a um líder muçulmano que era contra o governo turco.

“Como homens de Deus, os padres precisam obedecer quando alguém pede ajuda, independentemente de sua religião, raça, idioma ou ideologia”, disse Türker à agência Mezopotamya.