Nesta sexta-feira (17), o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, atacou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamando de “palhaço”, que finge apoiar o povo iraniano, mas “empurra uma adaga venenosa” nas costas.

Segundo a Associated Press, Khamenei fez os comentários durante o seu primeiro sermão em Teerã em oito anos, tentando recuperar o controle do país que vive uma onda de protestos pedindo sua renúncia.

O ditador afirmou que a presença do povo iraniano no funeral do general Qassem Soleimani, morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos, mostra apoio ao regime islâmico, apesar das manifestações.

Ele ainda afirmou que a morte de Soleimani representou a queda do comando mais eficaz na batalha contra o Estado Islâmico (ISIS) e voltou a dizer que o “verdadeiro castigo” seria forçar os Estados Unidos a se retirarem do Oriente Médio.

Para o líder, o ataque ao avião ucraniano, ocorrido logo após os ataques às bases iraquianas, foi um “amargo acidente” que entristeceu o país, enquanto deixou seus inimigos felizes.

Ao falar sobre os países ocidentais, o aiatolá afirmou que são fracos demais para “colocar iranianos de joelhos” e chamou Grã-Bretanha, França e Alemanha de “desprezíveis” e “servidores” dos Estados Unidos.