Substância tóxica foi encontrada em cervejas da Backer, de acordo com a Polícia Civil.

Cervejas da Backer são investigadas pela Polícia Civil e Ministério da Agricultura.

Danilo Girundi/TV Globo Agora são 21 os casos de intoxicação por dietilenoglicol notificados pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais.

De acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (20), pacientes de São João Del Rei, Viçosa, Ubá, Belo Horizonte, Nova Lima e Capelinha apresentaram sintomas.

Quatro pessoas morreram e 17 estão internadas em estado grave.

Ainda segundo o órgão, são 19 homens e duas mulheres que apresentaram os sintomas.

Quatro casos de intoxicação por dietilenoglicol foram confirmados e os 17 restantes continuam sob investigação. O que se sabe sobre investigação relativa à Backer e síndrome que afetou 19 pessoas em MG Até então chamada de síndrome nefroneural pelas autoridades de saúde, os casos passam a ser denominados, a partir de agora, de intoxicação por dietilenoglicol.

A denominação de "síndrome", segundo a secretaria, era porque não se sabia o que estaria provocando quadros de insuficiência renal e alterações neurológicas nos pacientes.

A Secretaria de Estado de Saúde explicou que apenas a Polícia Civil tem a tecnologia necessária para fazer exames e confirmar com precisão se os pacientes que estão internados foram contaminados pelo dietilenoglicol.

Esta seria o motivo apontado pelo órgão para a demora da confirmação dos demais casos.

"É rara a intoxicação por dietilenoglicol.

A gente não sabe em relação a sequelas, evolução.

Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas", disse a infectologista e diretora do Hospital Eduardo de Menezes Virgínia Antunes de Andrade. Ministério aponta novos lotes de Belorizontina, da Backer, contaminados Danilo Girundi/TV Globo Sintomas Os sintomas começam a se manifestar nas primeiras 72 horas após a ingestão.

Os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos.

Entre os sintomas estão alterações neurológicas e insuficiência renal.

O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.

Além disso, os pacientes precisam passar por hemodiálise, para retirada do organismo dietilenoglicol e dos metabólicos produzidos.

Resumo: Uma força-tarefa da polícia investiga 21 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; quatro morreram; Os sintomas da intoxicação incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas; A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja; A cervejaria foi interditada, precisou fazer recall e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro; A diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja; O governo de MG criou um portal para informar sobre intoxicação; À Justiça, a Backer apresentou um vídeo com suposto indício de sabotagem. Veja lista de mortes: Confirmada: Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos.

Ele estava internado em Juiz de Fora e morreu em 7 de janeiro.

A morte causada por dietilenoglicol foi confirmada; Investigada: Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 76 anos.

Morreu no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte; Investigada: Milton Pires, de 89 anos.

Morte confirmada pela SES nesta quinta-feira (16).

Também morreu no Hospital Mater Dei; Investigada: Maria Augusta de Campos Cordeiro, de 60 anos.

A morte havia sido notificada pela Secretaria Municipal de Saúde de Pompéu, mas só foi confirmada pela SES nesta quinta-feira (16). Initial plugin text