Família foi separada na década de 70 quando pai veio para o Acre com os filhos e uma delas ficou no Paraná e eles perderam contato.

Família se encontra após 50 anos Arquivo da família A família do gerente comercial Gizeldo Saqueto, de 38 anos, que mora em São José dos Pinhais, no Paraná, começou o ano de 2020 colocando fim a uma separação que durou décadas.

A virada de ano foi de encontros e muita emoção.

Após mais de 50 anos, parte da família que não se conhecia pôs fim à distância e finalmente se encontrou, em Rio Branco, no Acre. O encontro ocorreu após a publicação de uma reportagem do G1 que noticiou a morte do idoso Artur Jaldi, de 67 anos, no dia 13 de dezembro.

No Paraná, Saqueto conta que seu sogro, Luiz Carlos Garcia, de 55 anos, alimentava o sonho de encontrar a família que foi para o Acre na década de 70 em busca de uma vida melhor.

E foi quando ele começou as buscas na internet a procura e encontrou a notícia da morte do idoso, que era tio de Garcia. Saqueto diz que a família foi para o Acre atraída pela promessa de que no estado tinham terras baratas, e a proposta de prosperidade.

O avô do sogro dele foi quem se encantou pelas promessas e vendeu os bens que tinha no Paraná e se mudou para o Acre. "Ele [avô do sogro] já era um homem de posses, mas aquilo despertou nele uma coisa nova.

Então, ele pegou alguns parentes e foi até Rio Branco e ficou deslumbrado com a quantidade de terras e o preço e fechou negócio.

Pegou a família mais algumas pessoas e foram", comenta. Família não tinha contato após separação na década de 70 Arquivo da família A família de Luiz Carlos, no caso a mãe e o pai, ficou no Paraná.

Todos os outros irmãos se mudaram para o Acre e acabaram perdendo contato.

"Como meu sogro era muito pequeno não tinha muitos detalhes e apenas os irmãos mais crescidos lembravam do nome dos tios", conta. Mas, em 2018, começaram as buscas pelos parentes perdidos.

No final de 2019, veio a surpresa e finalmente o reencontro em 2020. "Da nossa parte, a história começou com o desejo do meu sogro de resgatar alguns familiares que ele sabia que tinha.

Quando ele tinha uns 10 anos, os avós dele tinham saído de Icaraíma, no Paraná, para tentar uma vida melhor em Rio Branco", conta. Com esse desejo, Saqueto diz que partiu para as redes sociais em busca de pessoas com o mesmo sobrenome, mas não teve nenhum tipo de resposta positiva. "Então, começamos outra linha de pesquisa pelo google, e começamos a jogar no nome das pessoas da família que a gente conhecia.

Foi daí que a gente digitou o Artur Jaldi e apareceu a notícia veiculada por vocês [G1] do falecimento dele.

Mais do que depressa me mobilizei para tentar encontrar alguma informação dele", relembra. Encontro ocorreu após morte de um familiar Arquivo da família Foi quando ele [Saqueto] entrou em contato com o cemitério onde o idoso tinha sido enterrado no Acre e conseguiu o contato da professora Rila Freze, de 44 anos, prima de Luiz Carlos. "A primeiro modo ela agiu, como eu também agiria, com um pouco de desconfiança, mas a gente foi dando informações e uma informação casando com a outra e a gente chegou à conclusão de que tinha um parentesco realmente", conta. Viagem marcada A família já estava de viagem marcada para o Acre mesmo sem conhecer ninguém, para fazer uma procura pelos parentes em cartórios, prefeitura e cemitérios. "A gente ia atrás, o que deu certo é que antes da partida conhecemos ela [Rila] e só aproveitamos a viagem que estava marcada.

Chegamos no dia 3 de janeiro e fomos recebidos por uma parte da família e foi uma alegria muito grande", conta. Rila, que recebeu o contato do primo, disse que no primeiro momento tomou um susto porque não sabia da existência dessa parte da família. "Eles entraram em contato e no primeiro momento fiquei assustada.

Não acreditei porque eu nem sabia da existência dessa tia.

Nunca me falaram.

Foi quando fiz alguns questionamentos e cheguei à conclusão de que eram nossos parentes e foi assim que eles vieram para o Acre para nos conhecer", relatou Rila. O grupo de pelo menos cinco pessoas chegou ao Acre no dia 3 de janeiro e passou uma semana conhecendo a família. "Foi muito emocionante.

Não tenho nem palavras para expressar, porque nós temos muito em comum, características, gostos e nunca tínhamos nos visto.

Para nós daqui foi emocionante, mas para eles foi muito mais, porque o meu primo de 56 anos nunca tinha tido nenhum contato com a família materna dele", conta a professora. O coração ainda está acelerado.

É emocionante.

Nunca brinquei com primos e agora a gente está se achando.

Foram seis dias de festa.

Eles me descobriram no dia 27 de dezembro, no dia 3 de janeiro eles estavam aqui.

Eles tinham muito desejo de conhecer e saber as origens", disse Rila. Resgate da história Resgatar a história que ficou por muito tempo desconhecida, esse foi o motivo da busca que durou pelo menos um ano e acabou com um desfecho feliz para a família que nunca tinha se visto. Família do PR ficou uma semana no Acre Arquivo da família "Saber de toda a trajetória de conquistas e dificuldades da família que sofreu bastante.

Não foi diferente aqui com o pessoal que ficou no Paraná.

Mas, a alegria, acredito que foi muito melhor para nós do que qualquer notícia de tristeza.

Foi muito gostoso", afirmou Gizeldo Saqueto. A família ficou até o dia 8 de janeiro em Rio Branco e a cada dia a descoberta de um parente novo foi uma alegria. "É uma cultura muito rica.

A gente voltou de lá [Acre] muito feliz de ter estreitado cada vez mais a família nesse lado que a gente não conhecia.

A gente espera que cada vez mais a gente possa fortalecer esse novo vínculo e que eles venham nos visitar aqui no Paraná", concluiu.