Sindicalistas pedem maior participação na elaboração de medidas do plano, que teve prévia apresentada nesta segunda-feira (20).

Cerca de 50 sindicalistas participaram do protesto. Arquivo Pessoal O Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários (Settaport) organizou um protesto nesta segunda-feira (20), reivindicando algumas questões sobre a elaboração do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo o presidente do sindicato, Chico Nogueira, faltou participação da comunidade portuária na criação do plano. Representantes do sindicato e trabalhadores participaram do protesto na frente do Conselho de Autoridade Portuária.

Ao todo, cerca de 50 pessoas participaram.

Segundo o Settaport, as medidas do novo plano, que teve uma prévia apresentada nesta segunda-feira (20), não respeitam o espaço urbano, questões ambientais e tem muitas atividades automatizadas, o que diminui a demanda por trabalhadores. “Muita pessoas desempregadas estavam lá.

Queríamos participar para reivindicar esses assuntos e pedir geração de emprego”, explica o presidente do sindicato.

Apesar do protesto, os sindicalistas não tiveram resposta. Em nota, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) afirma que apresentou nesta segunda-feira (20) ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) uma versão preliminar do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos (PDZ).

Afirma também que o CAP conta com representantes da sociedade civil, como usuários do Porto, trabalhadores (indicados pela Federação Nacional dos Portuários), governos municipais, sindicatos e associações.

Explica que em uma etapa posterior a Companhia deverá realizar outras rodadas com órgãos setoriais, para ter contribuições para a conclusão do Plano e compatibilizar as atividades portuárias com as políticas e diretrizes nacionais e regionais de desenvolvimento social, econômico, ambiental e urbano.