Luciane Ávila foi morta em dezembro, entre as ruas Assis Brasil e Anita Garibaldi, em Ponta Grossa; ao lado do desenho da professora, uma frase que ela consumava repetir também foi grafitada.

Professora vítima de feminicídio é homenageada em Ponta Grossa Um grafite colorido com um rosto e uma frase chamam a atenção de quem passa pelas ruas Assis Brasil e Anita Garibaldi, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.

A arte trata-se de uma homenagem à professora Luciane Ávila, que foi morta a facadas enquanto chegava com o filho na escola onde trabalhava. Além de um desenho da professora, duas artistas voluntárias, Letícia Kossatz e Carolina de Andrade, grafitaram também uma frase que a professora costumava repetir: "Os que passam por nós não nos deixam sós, deixam um pouco de si e levam um pouco de nós". "A gente sabe que a dor e o processo de cura é demorado.

Eu imagino que para as pessoas que ficaram deve ser muito difícil passar aqui.

Estamos muito felizes que, pelo nosso trabalho e pela arte, trouxemos um pouco de conforto", disse Letícia.

A ideia do grafite foi de pais que têm filhos matriculados na escola onde ela trabalhava.

"O objetivo era que a lembrança dela e do local se torne mais amena, mais de paz", disse o pai Bernardo Vieira Gimenes. O filho da professora, Lucas Cedric Ávila, de 25 anos, comentou que a arte no muro onde ocorreu o crime é uma maneira de trazer a mãe perto deles novamente.

"Foi bem difícil passar por aqui algumas vezes e, agora, talvez não seja mais tão dolorido quanto antes para mim, para os meus irmãos, para o meu filho", contou ele.

Com grafite em muro, artistas voluntários homenageiam professora morta a facadas ao deixar filho na escola Reprodução/RPC O crime O crime aconteceu em 4 de dezembro do ano passado.

A professora tinha 42 anos e trabalhava com educação infantil em uma escola da cidade.

Ela foi agredida com golpes de faca no tórax, abdômen e na perna.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou reanimar a vítima durante 30 minutos, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Depois do crime, policiais civis e militares iniciaram buscas pelo suspeito.

Uma câmera de segurança registrou o momento em que ele corre e descarta uma faca.

Marcelo Ávila foi encontrado horas depois na PR-151, em Carambeí, também nos Campos Gerais.

Ao chegar na delegacia, o suspeito deu entrevista à RPC, afirmando que amava Luciane. Os dois estavam casados há 25 anos e a mulher havia saído de casa em outubro.

O casal tem três filhos, sendo um de oito anos. Filho de professora morta a facadas diz que mãe tentou mudar marido Professora é morta a facadas ao deixar filho na escola em Ponta Grossa Reprodução/RPC Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.