Ação foi apresentada pela ONG Anjos dos Animais em maio de 2013, e teve a sentença proferida em janeiro; Expoingá 2020 será realizada entre 7 e 17 de maio.

Juiz nega pedido de ONG para proibir rodeios na Expoingá Uma associação de defesa dos animais teve negado na Justiça o pedido para a proibição de rodeios na Expoingá, feira agropecuária de Maringá, no norte do Paraná. A ação foi apresentada pela ONG Anjos dos Animais em maio de 2013, e teve a sentença proferida no dia 16 de janeiro. No processo, a entidade alegava que os animais eram submetidos a maus-tratos durante o evento, em razão do uso de cortas e esporas.

Além de pedir o fim dos rodeios, a ONG buscava no processo a proibição de qualquer outra atividade na feira que envolvesse perseguição e derrubada de animais.

O juiz Frederico Mendes Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, citou, na sentença, que um veterinário acompanhou um dos rodeios da feira agropecuária e não encontrou irregularidades.

"Nos autos foi produzido laudo pericial assinado por médico veterinário, dando conta que toda a infraestrutura da Expoingá foi montada de forma a garantir a integridade física dos animais durante a chegada, acomodação e manejo, conforme determina a Lei", diz trecho do documento. Conforme o juiz, "o perito constatou que os apetrechos técnicos e o arreamento utilizados nos animais não causam ferimentos aos mesmos, e observam todas as regras internacionalmente aceitas".

Ainda de acordo com a decisão, "os organizadores da Expoingá zelaram prioritariamente pelo bem-estar dos animais, os quais tiveram a integridade totalmente respeitada, em conformidade com a legislação vigente". A Expoingá 2020 será realizada entre 7 e 17 de maio.

Segundo a organização, estão confirmados três dias de rodeios, entre os dias 15 e 17. Segundo um dos advogados que defende a ONG, a entidade ainda deve discutir se vai recorrer da sentença. Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.