Balanço anual das mortes por acidente de trânsito mostra uma pequena redução de 190 em 2018 para 182 no ano passado.

Carros envolvidos em acidente em Mogi ficaram destruídos Maiara Barbosa/G1 A cada dois dias, uma pessoa morreu por acidente de trânsito no Alto Tietê em 2019.

Em todo o ano foram 182 vítimas fatais, valor menor do que os 190 registros de 2018, o que representa uma redução de 4%.

Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), divulgados nesta segunda-feira (20).

Entre as 10 cidades da região, Mogi das Cruzes é a que registrou, disparada, o maior número de mortes no trânsito.

Em 2018 foram 67, e em 2019 apresentou uma pequena queda, e fechou em 64.

Dos 182 mortos, apenas nove vítimas eram do sexo feminino, enquanto as demais todas do masculino.

Ainda em relação às vítimas, 48% eram condutores do veículo, 39% pedestre, 9% passageiro e em 3% dos casos não havia essa informação.

A maior parte das vítimas, 55%, chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital, mas morreu na unidade médica.

Já em relação às ocorrências, 57% dos casos foram em vias municipais e o restante em rodovias estaduais ou federais.

Também a maioria é registrada à noite ou madrugada: 111, o que representa 62% do total.

Acidente com vítimas Além dos acidentes com mortes, o Infosiga também divulga os acidentes as ocorrências com vítimas.

Em todo o ano de 2019 foram 3.099.

Mais uma vez Mogi das Cruzes ficou na liderança, com 1.060 registros, 34% do total.

Prefeitura de Mogi A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que vem realizando um trabalho intensivo e integrado que busca a diminuição no número de acidentes e a melhoria da segurança viária nas vias municipais.

Ele compreende ações de sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação para o trânsito e também tem a participação do Comitê Municipal de Segurança Viária.

A queda no número de mortes é um dado importante porque representa vidas que são salvas. O secretário municipal de Transportes, José Luiz Freire de Almeida, lembrou que algumas mudanças de comportamento nos motoristas mogianos já começam a ser notadas pela cidade.

“Uma das situações que observamos é um maior respeito à faixa de pedestres, o que colabora para a segurança de quem anda a pé”, completou. Uma análise feita pela pasta aponta que o excesso de velocidade é o principal fator para os acidentes fatais no município.

Também aparecem como fatores, as condições dos veículos, como pneus carecas, comportamento imprudente e embriaguez ao volante.

Entre os pedestres, o principal fator de risco é a travessia fora das faixas de segurança.