Número de atendimentos em 2019 foram os menores da série histórica iniciada em 2006.

Prefeitura alega que reduções estão relacionadas com reestruturações de outras unidades e inauguração da UPA Carlos Lourenço.

Hospital Mário Gatti, em Campinas Reprodução/EPTV O Hospital Municipal Dr.

Mário Gatti, referência para a população de Campinas (SP) que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), apresentou em 2019 queda nos principais indicadores de produtividade, como consultas nos prontos-socorros adulto e infantil, atendimentos em especialidades, aplicações de quimioterapia e exames como raio-x, ultrassonografia e ecocardiograma, entre outros.

Em alguns casos, os números apresentados foram os menores da série histórica iniciada em 2006 e disponíveis na transparência da unidade médica, casos dos atendimentos em PSs adulto e infantil [veja gráfico abaixo].

Dos procedimentos aferidos, o relatório aponta que houve aumento em dois: exames de laboratório e tomografias.

Questionada sobre os índices negativos, a prefeitura de Campinas defende, em nota, que a redução "se deve principalmente à reestruturação das demais Unidades de Urgência e Emergência (UPAs e Hospital Ouro Verde), onde parte dos pacientes antes assistidos pelo Hospital Mário Gatti estão sendo atendidos atualmente", além da inauguração da UPA Carlos Lourenço, ocorrida em novembro, e das reformas dos PSs do Ouro Verde. Consultas em queda Os indicadores mostram que o total de consultas realizas no pronto-socorro adulto em 2019, de 126.974, é 9,37% menor que o registrado no ano anterior (140.102), e o menor desde 2006.

Situação semelhante ocorre no PS Infantil, que apresentou queda de 12,2% nos atendimentos de um ano para o outro, e também contabilizou o pior índice da série histórica. No ambulatório de especialidades, o Mário Gatti registrou o total de 71.048 atendimentos em 2019, 4,60% menos que em 2018.

Assim como os dados dos PSs adulto e infantil, o indicador mostra que os números são os menores desde 2006. Quimioterapia e exames O relatório com indicadores de produtividade do Hospital Municipal Dr.

Mário Gatti aponta, além de queda nas consultas, reduções nas aplicações de bolsas de quimioterapia - tratamento para pessoas em luta contra o câncer. O G1 mostrou, no domingo (19), que pacientes esperam há três meses por quimioterapia na rede municipal de saúde.

Duas mulheres que já realizaram cirurgia para retirada de tumor ainda vão passar por consulta médica para marcar início do tratamento.

Os números mostram que a unidade fez 4.977 aplicações em 2019, uma redução de 9,4% em relação ao ano anterior, e o menor no hospital desde 2014. 2019: 4.977 aplicações 2018: 5.494 aplicações 2017: 7.555 aplicações 2016: 7.080 aplicações 2015: 5.125 aplicações 2014: 3.738 aplicações Entre os exames para diagnóstico, o raio-x teve queda de 11,9% nos indicadores - foram 107.272 procedimentos em 2018, contra 121.772 no mesmo período do ano anterior.

2019: 107.272 2018: 121.772 2017: 116.375 2016: 112.968 2015: 110.008 Foram apontadas reduções nos indicadores também de exames para diferentes especialidades, como endoscopia, ultrassonografia, ecocardiograma e colonoscopia. Endoscopia 2019: 3.644 2018: 4.548 2017: 3.261 Ultrassonografia 2019: 2.127 2018: 2.194 2017: 2.323 Ecocardiograma 2019: 1.659 2018: 2.090 2017: 2.045 Colonoscopia 2019: 1.442 2018: 1.882 2017: 1.337 Pacientes à espera de atendimento no Mário Gatti, em Campinas, em imagem do dia 8 de agosto de 2019 Luis Corvini Aumento na produtividade Dos itens presentes no relatório de produtividade do Hospital Municipal Dr.

Mário Gatti, o ano de 2019 registrou aumento em relação ao ano anterior em exames laboratoriais e tomografias. Segundo a estatística, o laboratório de patologia clínica realizou 502.726 exames, número 4,8% maior que o ano anterior.

No caso das tomografias, o aumento foi de 9,7% no período. Exame laboratorial 2019: 502.756 2018: 479.288 2017: 535.059 Tomografia 2019: 17.206 2018: 15.673 2017: 14.803 O que diz a prefeitura? Em nota, a prefeitura atribui a queda nos indicadores de produtividade à reestruturação de outras unidades de saúde, além da abertura de uma UPA e reforma dos pronto-socorros adulto e infantil do Hospital Ouro Verde. Veja a nota na íntegra: "As unidades da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar funcionam em regime porta aberta, atendendo 100% da demanda.

A redução nos atendimentos se deve principalmente à reestruturação das demais Unidades de Urgência e Emergência (UPAs e Hospital Ouro Verde), onde parte dos pacientes antes assistidos pelo Hospital Mário Gatti estão sendo atendidos atualmente.

Em 2019 foram entregues três novos serviços para área de urgência e emergência: a UPA Carlos Lourenço, que começou a funcionar em 4 de novembro, e as reformas dos prontos-socorros infantil e adulto do Hospital Ouro Verde. Dessa forma, a população passou a ter mais opções e a alta demanda do Hospital Mário Gatti foi distribuída entre os serviços, principalmente para o Carlos Lourenço.

Desde antes da inauguração, a expectativa da rede era de que a nova unidade absorvesse cerca de 10% da demanda do Hospital Mário Gatti. Em 2020, a área de urgência e emergência contará, também, com o PS Metropolitano, que terá 60 leitos e capacidade de realizar mil atendimentos por dia.

A Prefeitura de Campinas investiu cerca de R$ 150 milhões em infraestrutura da Saúde.

Também vem investindo em contratações.

Recentemente foi realizado um concurso público para a contratação de 102 profissionais para a Saúde, sendo que 71 são médicos.

Essas pessoas começarão a trabalhar a partir de 2020.

Para atuar exclusivamente na Urgência e Emergência, a Rede Mário Gatti realizou um processo seletivo para a contratação de 150 profissionais.

Parte deles já está trabalhando.

Outro processo seletivo foi realizado para a contratação de mais 26 médicos." Veja mais notícias da região no G1 Campinas