Ações buscam desarticular maior grupo de tráfico de drogas na cidade, que movimentou cerca de R$10 mil por dia com venda de entorpecentes.

Arma foi apreendida durante segunda fase da operação 'Rescaldo' em Muriaé Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a 2ª fase da "Operação Rescaldo", para desarticular uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas em Muriaé.

Nesta ação, cinco pessoas foram presas. Segundo a polícia, foram cumpridos quatro mandados de prisão e buscas nos bairros São Cristóvão, Aeroporto, São Joaquim, Encoberta e Dornelas.

Entre os alvos, estavam duas jovens de 23 e 18 anos, que foram apontadas pelas investigações como auxiliares de contabilidade da organização criminosa.

A identidade das outras duas pessoas presas não foi revelada.

De acordo com o delegado Tayrony Espíndola, responsável pelas investigações, ainda havia mais um mandado de prisão para ser cumprido contra uma outra mulher, apontada como uma das lideranças do grupo.

A suspeita não foi localizada em casa e está sendo considerada foragida. Durante as diligências, um indivíduo do sexo masculino, que não teve a idade informada, fazia a segurança de uma boca de fumo no momento das buscas e foi preso em flagrante, com uma pistola calibre 380 com carregador.

Grupo faturava mais de R$ 10 mil por dia com drogas A primeira fase da Operação "Rescaldo" ocorreu em 19 de dezembro para desmantelar o mesmo grupo de tráfico de drogas.

Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de prisão em vários bairros de Muriaé, com apreensão de armas e drogas. O delegado Tayrony Espíndola explicou ao G1 que as ações estão relacionadas a prisão de um jovem, de 28 anos, na Operação "Narciso", realizada no início do mês de novembro em Niterói (RJ), apontado como o maior traficante de Muriaé.

A partir da prisão do jovem, que utilizava uma identidade falsa e se passava por um empresário na cidade fluminense, os agentes da Polícia Civil conseguiram mapear a movimentação e estrutura da organização criminosa.

Ainda conforme o delegado, as pessoas presas nesta terça-feira são suspeitas de trabalharem no núcleo financeiro do tráfico, responsável pela movimentação do dinheiro arrecadado com a venda de drogas.

A estimativa da Polícia Civil é que o grupo faturava mais de R$10 mil por dia com a venda de entorpecentes.

Vinte pessoas foram presas durante as duas fases da Operação "Rescaldo".

A Polícia Civil de Muriaé considera a maior operação já realizada contra o tráfico de drogas na cidade.