Mário Peixoto é dono de empresas que celebraram diversos contratos com os governos estadual e federal.

Ele deve ser transferido para o Rio ainda nesta quinta.

Fase da Lava-Jato investiga crimes envolvendo conselheiros do TCE e ex-presidente da Alerj O empresário Mário Peixoto, preso na manhã desta quinta-feira (14) em Angra dos Reis, RJ, durante mais uma etapa da Lava Jato, foi levado para a Delegacia da Polícia Federal na cidade da Costa Verde, onde presta depoimento.

Ele deve ser transferido para o Rio ainda nesta quinta. A ação contou com o apoio de duas equipes, uma chegando por terra e outra por mar.

Não houve resistência, segundo os agentes. Peixoto é dono de empresas que celebraram diversos contratos com os governos estadual -- desde a gestão de Sérgio Cabral -- e federal.

A PF afirma que o grupo pagou vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), deputados estaduais e outros agentes públicos. Preso em desdobramento da Operação Lava Jato, empresário Mário Peixoto é levado para a Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis Reprodução Nesta mesma etapa da Lava Jato também foram presos o ex-deputado estadual Paulo Melo e outras duas pessoas.

O parlamentar, ex-presidente da Alerj, já tinha sido preso em uma etapa anterior da força-tarefa. Os mandados da Operação Favorito -- incluindo 42 de busca e apreensão -- foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ. Peixoto e Melo foram presos nesta etapa, segundo as investigações, porque surgiram indícios de fraude nas compras para os hospitais de campanha da Covid-19. "Surgiram provas de que a organização criminosa persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o poder público", afirmou a PF.