Aeronave partiu da residência oficial e pousou no Planalto.

Durante o voo, presidente transmitiu ato por meio de perfil em rede social.

Depois, foi a pé até os manifestantes.

Bolsonaro participa de ato de apoiadores em Brasília e causa aglomeração Reprodução/TV Globo O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã deste domingo (24) de mais um ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília, a favor do governo. O presidente deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial, de helicóptero, às 11h32.

Primeiro, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, onde aconteceu a manifestação.

Durante o sobrevoo, o presidente publicou um vídeo mostrando a vista que tinha do helicóptero. Depois de alguns minutos, o helicóptero pousou no prédio anexo do Planalto, e Bolsonaro se dirigiu a pé para a Praça dos Três Poderes. Presidente Jair Bolsonaro participa de manifestação pró-governo em Brasília Guilherme Mazui/G1 Bolsonaro chegou ao ato a pé e de máscara.

Depois, retirou a máscara, acenou para os manifestantes, os cumprimentou, apertando as mãos, e chegou a abraçar os manifestantes.

Em pelo menos dois momentos, o presidente carregou crianças no colo. O ato provocou aglomeração, e muitas pessoas estavam sem máscara, contrariando as orientações das autoridades de saúde. Pouco antes de se dirigir para o ato, Bolsonaro publicou em uma rede social a reprodução de uma imagem sobre a Lei de Abuso de Autoridade.

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores em ato na Esplanada Guilherme Mazui/G1 Durante o ato, Bolsonaro estava acompanhado de alguns aliados, entre os quais os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Bolsonaro tem ido a manifestações pró-governo todos os fins de semana.

Em todas as ocasiões, costuma contrariar as orientações das autoridades de saúde, ora não usando máscara, ora cumprimentando apoiadores e participando de aglomerações. Bolsonaro critica sistema de informações e revela que tem sistema particular que funciona Reunião ministerial A ida ao ato deste domingo acontece dois dias após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, ter retirado o sigilo da gravação da reunião ministerial de 22 de abril. A gravação é apontada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal. Na reunião, Bolsonaro disse que trocaria a "segurança" no Rio de Janeiro.

Segundo Moro, o presidente se referia à Superintendência da PF no estado.

Bolsonaro, por sua vez, disse que se referia à segurança pessoal. Na reunião ministerial, contudo, Bolsonaro olhou para Moro quando abordou o assunto, não para o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança do presidente. Como mostrou o Jornal Nacional, em vez de demitir o segurança no Rio de Janeiro, Bolsonaro o promoveu. Initial plugin text