Mais de 90% das confecções da cidade já trabalham com vendas pela internet; expectativa é que até o início da feira, todas as empresas tenham seu espaço de venda.

A 23ª edição da Felinju será realizada entre os dias 1º e 5 de junho.

Ao contrário das outras edições, esta será totalmente online.

Uma forma encontrada para a realização do evento em meio à pandemia do novo coronavírus.

A Felinju é tradição em Juruaia e no mercado da moda íntima.

Os expositores esperam todos os anos por esta data.

É nela onde acontecem lançamentos de coleções e principalmente, o contato com os novos clientes.

Em 2019, mais de 20 mil pessoas passaram pela Feira durante os três dias de evento. Mas neste ano, a feira quase não aconteceu.

Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia do novo coronavírus.

Pouco tempo depois as cidades brasileiras decretaram o fechamento do comercio e a Felinju, assim como outros eventos, foi adiada sem perspectiva de realização ainda neste primeiro semestre.

Foi neste momento, quando as lojas físicas estavam fechadas, que as vendas online se fortaleceram e abriram os olhos da organização para um novo formato. Edição da Felinju 2020 quase foi cancelada, mas empresas se organizaram e evento vai acontecer de forma online Viola Jr. Com o tema “Os bons negócios estão conectados”, a Feira Online foi organizada em tempo recorde.

“Nós vamos utilizar as plataformas que as lojas já possuem.

Na realidade é por isso que estamos conseguindo fazer a Felinju em tempo tão curto.

Se fosse preciso começar algo do zero, o evento não poderia ser realizado na data que vai acontecer.

O projeto está acontecendo em 21 dias”, afirma José Antonio da Silva, presidente da Associação Comercial e Industrial de Juruaia. O evento só será possível porque cerca de 90% dos comerciantes já haviam aderido às vendas online antes da pandemia.

Este movimento, que surgiu em 2010 com as primeiras vendas pelo e-commerce, proporcionou a organização da feira em menos de 30 dias. Antes da pandemia, 90% das lojas de lingerie de Juruaia já utilizavam e-commerce para suas vendas.

A iniciativa da Associação Comercial surgiu em 2010 e teve apoio da empresa onde os sites estão hospedados.

São mais de cem lojas virtuais e todas possuem programação padronizada, mas segundo o presidente da ACIJU, cada loja pode personalizar sua página.

“Quem quiser participar da Felinju Online basta acessar o site oficial www.felinjuonline.com.br.

Lá as pessoas terão acesso às informações iniciais e ao credenciamento.

Além disso, elas poderão visitar as lojas em ambiente virtual e conhecer as novas coleções de cada uma delas e ainda assistir a desfiles, cursos e palestras.

A Felinju é aberta tanto para o varejo como para o atacado”, explica José. Daniel Marques e a esposa Letícia já concentram grande parte das vendas da empresa pela internet Arquivo pessoal / Daniel Marques Daniel Marques é diretor de uma das primeiras empresas a aderirem ao e-commerce em 2010.

Vindo de uma família de empreendedores, ele e a esposa Letícia abriram seu próprio negócio há 15 anos e há 13 participam da Felinju.

Para ele, ao longo dos anos o faturamento online já era maior do que o presencial e esta edição da Feira 100% online é o reflexo disso.

“Não foi a Felinju Online que possibilitou a nossa entrada no e-commerce.

Foi a nossa união virtual que possibilitou a Felinju Online neste ano.

Não tem melhor lugar hoje para fazer negócios do que na internet”, afirma. Ainda de acordo com ele, sem a Felinju e sem atitude empreendedora, o prejuízo de sua marca estava calculado em 80%, mas com a união destes dois fatores, a expectativa é de um crescimento de vendas de 20 a 30% em meio a pandemia.

“Eu gosto de inovar.

Eu sempre vejo esse ambiente de negócio, de marca, com um olhar clínico.

Se neste momento nós estamos voltados para o e-commerce, eu já quero estar pensando em novas possibilidades.

Essa é uma característica do meu negócio”, conta Daniel.

E-commerce durante a pandemia Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, mais de 30% dos pequenos negócios mineiros estão apostando nas vendas online para driblar a crise.

A pesquisa mostra como os empreendedores estão se adaptando ao cenário criado pelo novo coronavírus no Brasil e no mundo.

Além de possibilitar a venda em períodos como o que estamos vivendo, a Analista do Sebrae Minas, Amanda Cezário, listou outros benefícios da venda online.

“Os benefícios são inúmeros, mas podemos citar a redução de custo, uma vez que com uma loja virtual o empresário pode publicar de casa e reduzir gastos como água e luz.

Além disso, você pode atingir um público maior do que aquele que poderia ir presencialmente ao seu negócio e também há uma maior possibilidade de interação com estes clientes”.

Mais de 90% das empresas de Juruaia já contam com sistemas de venda online Viola Jr.

Em Juruaia, mas de 90% das empresas já são adeptas às vendas online e a expectativa é que até o início da Felinju, 100% delas possuam seu e-commerce.

“Já temos novas adesões ao sistema de vendas online e também a feira digital.

Algumas empresas que não iriam participar do evento presencial optaram por participar desta edição online.

Nossa expectativa é que nos próximos dias 100% das lojas de toda a cidade já estejam com seu e-commerce”, conta o presidente da associação.

Investir para driblar a crise Este é o caso da Solange Aguiar Gouvêa, que há 25 anos trabalha com lingerie.

Há pouco mais de um ano ela inaugurou sua loja física com foco para o público plus size.

Antes da pandemia ela trabalhava com seus vendedores e representantes comerciais que iam até as cidades para fazer negócio.

Ela tinha conta nas redes sociais, mas sua inserção nelas ainda era tímida.

Com a paralisação do comércio devido à Covid-19, ela decidiu arriscar e investir.

Contratou uma modelo em São Paulo e pediu para que ela fizesse o ensaio da forma que fosse possível e então, aderiu ao e-commerce para vendas online.

Empresa que vende peças de moda plus size investiu na internet com a chegada da pandemia Divulgação “Não tive medo de investir.

Eu tenho uma folha de funcionários para pagar e meu medo era não conseguir isso.

A gente tem que se reinventar e o momento pede isso.

Esta plataforma já é utilizada pelas outras empresas de Juruaia, então eu decidi me interar e buscar inovação”, contou.

Sua plataforma digital está no ar há aproximadamente um mês e ela já está tendo retornos positivos.

Segundo a Solange, por meio das vendas online ela está conquistando novos mercados e fazendo novos negócios.

Para isso, ela precisou capacitar sua equipe e se preparar para o grande desafio, a Felinju.

“Quero conquistar novos clientes.

Neste mês eu tive clientes que compraram o mínimo para conhecer a mercadoria e já repetiram o pedido outras vezes depois.

Por isso tenho certeza que a Feira será um sucesso”.

A empresária Solange recorreu à internet recentemente para vender suas peças plus size Arquivo Pessoal / Solange Gouvêa Felinju 2020 A 23ª edição da Felinju acontece entre os dias 1º e 5 de junho e pela primeira vez será 100% online.

O evento contará com cursos, palestras, desfiles e uma amostra das coleções de cada expositor.

O tema deste ano é “Os bons negócios estão conectados”.

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