Fabricante, em parceria com universiade americana, descobriu que elevar a temperatura para 56 graus, e mantê-la por 15 minutos elimina 99% da concentração viral.

Ford Interceptor do departamento de polícia de Massachusetts usa tecnologia de aquecimento da cabine Divulgação A matriz da Ford, nos Estados Unidos, junto com a também americana Universidade de Ohio, criaram uma forma pouco convencional de reduzir a concentração viral (incluíndo o coronavírus) dentro dos veículos: aquecendo a cabine.

Segundo o comunicado da fabricante, ao elevar a temperatura para 56 graus, e mantendo-a por 15 minutos, as superfícies da cabine são desinfetadas.

Coronavírus: veja os efeitos na indústria automotiva Salão do automóvel de Nova York de 2020 é cancelado por causa do coronavírus A tecnologia já está disponível para no modelo Police Interceptor Utility, produzidos entre 2013 e 2019, e que são usados como viaturas policiais nos Estados Unidos e Canadá.

Equipe monitora aquecimento de viatura Divulgação "Nossos estudos com a Ford Motor Company indicam que a exposição ao vírus do coronavírus a temperaturas de 56 graus Celsius ou 132,8 graus Fahrenheit por 15 minutos reduz a concentração viral em mais de 99% nas superfícies e materiais internos usados ​​nos veículos Police Interceptor Utility", disseram Jeff.

Jahnes e Jesse Kwiek, supervisores de laboratório do departamento de microbiologia da Universidade de Ohio. Para que isso fosse possível, a empresa fez algumas modificações nos veículos.

Por isso, é desaconselhável que alguém tente fazer isso por conta.

A Ford diz que uma das modificações é a instalação de um programa, que gerencia o sistema de climatização usando o próprio motor do veículo.

Ao detectar que a temperatura na cabine tenha atingido os 56 graus, o nível de aquecimento é mantido pelo tempo necessário.

Sensores medem a temperatura na cabine da viatura Divulgação Após os 15 minutos, um processo de resfriamento reduz a temperatura dos pontos mais altos. Enquanto a viatura é "assada", o veículo avisa quem está fora, por meio de sinais luminosos em um determinado padrão, que é alterado quando o processo é concluído.

A Ford ainda defende a medida como uma complementação das diretrizes de higienização.

Segundo a empresa, introduzir ar quente no compartimento de passageiros pode ajudar a alcançar áreas que seriam perdidas nos procedimentos de desinfecção manual, já que o calor tem a capacidade de penetrar nas fendas e nas áreas de difícil acesso. Luzes indicam que o processo ainda não terminou Divulgação Para poder lançar a tecnologia, a Ford testou o software em viaturas de Nova York, Los Angeles, Michigan, Massachusetts, Ohio e na Flórida. A Ford diz que o software poderá ser instalado, na maior parte das vezes, pelas próprias corporações policiais, seja usando as ferramentas de diagnóstico, seja fazendo a ativação por meio de uma sequência de comandos, nos carros mais novos.

Quando isso não for possível, as polícias poderão procurar as concessionárias da marca.