Em casos de mortes por Covid-19, corpo sai do hospital vai direto para o cemitério.

Se o óbito foi por outras causas, há restrição de horários e limite de pessoas.

Funerárias no Sul de MG mudam rotina para evitar contágio pela Covid-19 O Sul de Minas possui, segundo o último balanço estadual, 38 mortes pelo novo coronavírus.

E desde o início da pandemia, funerárias das cidades da região adotaram medidas restritivas e de segurança para realização de velórios e sepultamentos, sejam os óbitos por covid-19 ou não. Em caso de mortes pela doença, nem mesmo o velório é realizado e o sepultamento é imediato.

Já se a causa do óbito for outro, existe limitação de pessoas no momento do velório, obrigatoriedade de higienização e uso de máscara e outras medidas de segurança.

Varginha Em Varginha, de acordo com o último boletim divulgado pela prefeitura, são quatro mortes confirmadas e duas em investigação.

De acordo com o diretor do Serviço Municipal Funerário e de Organização de Luto de Varginha (Semul), Paulo Fernando Chaves Conde, quando o óbito não é por coronavírus o velório pode ocorrer por, no máximo, duas horas e com restrição de pessoas.

“Nós pedimos para as famílias fazerem os velórios o mais rápido possível.

Limitamos em no máximo duas horas desde o momento em que o corpo entra no velório.

E o velório é limitado a 20 pessoas, estamos fazendo controle de portaria [para seguir essa limitação].

Dentro do velório tem sabão e álcool em gel”, explicou.

Funerárias mudam procedimentos para velórios e sepultamentos no Sul de Minas devido à pandemia Reprodução/EPTV Até o momento, de acordo com o diretor, foram dois enterros de pacientes vítimas de Covid-19 em Varginha, sendo que outras duas pessoas que morreram pela doença foram enterradas fora da cidade.

No caso de pacientes que morreram diagnosticados pelo novo coronavírus, não há velório. “Existe um procedimento especial entre a funerária e o hospital em que a pessoa faleceu.

O hospital dá para a funerária o corpo já lacrado em um saco preto, já esterilizado.

O corpo é imediatamente colocado dentro da urna, [sendo que] a urna é fechada e lacrada.

[O corpo] vai direto para o sepultamento, sem velório e sem nada”, salientou.

Linha de frente Coveiros têm utilizado mais equipamentos durante a pandemia para evitar contaminações Reprodução/EPTV No caso dos velórios e cemitérios, quem está na linha de frente são os coveiros, os funcionários responsáveis pelo sepultamento.

Leonardo Nascimento é coveiro há cinco anos e contou que medidas de segurança já eram adotadas, todos os funcionários usavam equipamentos de proteção, como luvas e aventais, mas, agora, os equipamentos de proteção foram reforçados.

Os coveiros agora usam máscaras, aventais reforçados, óculos, luvas, pois é preciso estar bem paramentado, para evitar o risco de contágio.

O profissional falou que tem sofrido preconceito de algumas pessoas nesse momento e também sobre quais as medidas de segurança que tem adotado. “Tem gente que está com medo de entrar dentro do cemitério, fica cismado, achando que se entrar no cemitério vai pegar.

[Como medida de proteção] normalmente, antes de ir para casa, deixo a roupa aqui, tomo banho e vou para casa com outra roupa”, comentou. Em Varginha são dois cemitérios.

No Cemitério Municipal, os velórios estão restritos ou nem estão acontecendo, sendo que a taxa de velório não está sendo cobrada.

No outro cemitério, a informação é de que o tempo de duração do velório está sendo definido pelas famílias.

Para um velório de duração de duas horas, o valor é de R$ 500.

Caso a família decida ficar mais tempo, o valor cobrado é proporcional. Poços de Caldas Em Poços de Caldas, são três mortes confirmadas por Covid-19 de pacientes que moram na cidade, uma de paciente que não mora na cidade e mais uma morte em investigação. Em caso de morte confirmada pela doença, os agentes funerários são orientados a reforçar os equipamentos de proteção individual, como macacão branco, luvas e máscaras de acrílico.

Quando as mortes com diagnóstico positivo acontecem nos hospitais, dois agentes funerários preparam o corpo no hospital, sendo que ele é colocado dentro de um saco plástico que vai direto para o caixão.

Não há contato com o paciente, pois o corpo não é velado e o sepultamento é imediato. No caso de mortes que não sejam causadas por Covid-19, o velório tem duração médica de três horas, liberado para somente dez pessoas.

Todas as salas têm álcool em gel e o uso de máscaras é obrigatório. Pouso Alegre Em Pouso Alegre são quatro mortes confirmadas por coronavírus.

Nos casos de mortes confirmadas pela doença, não tem velório e o sepultamento precisa ser imediato. Em mortes que não sejam por Covid-19, o tempo de duração do velório varia de acordo com a funerária contratada, mas sempre de três a seis horas de duração. O fluxo de pessoas dentro do velório também varia de funerária para funerária, entre cinco e dez.

Em todos os casos, o uso de máscaras é obrigatório. Passos Já em Passos, somente uma morte foi confirmada por Covid-19.

Em caso de óbito por coronavírus, positiva ou em investigação, sepultamento imediato e sem velório. Já mortes por outros motivos, o velório começa às 7h e vai até as 19h.

A própria funerária faz o controle do fluxo de pessoas, com cinco por vez.

As pessoas fora do grupo de risco só podem participar se forem parentes de primeiro grau e seguem todas as orientações como álcool em gel, demarcação de pontos no chão, para que não haja aglomeração e o uso de máscaras também é obrigatório. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas