O Tribunal de Apelações dos EUA para o 9º Circuito em Pasadena recebeu o recurso apresentado pela Skyline Wesleyan Church de La Mesa, Califórnia (EUA) que desde 2014 está em batalha judicial com o Departamento de Assistência Médica da Califórnia (DMHC).

Naquele ano a denominação foi notificada de que era obrigatório que planos de saúde que eles oferecem aos funcionários incluíssem a cobertura para abortos eletivos.

A igreja resolveu entrar na justiça por ser contra essa determinação que vem de uma agência estadual de saúde, alegando seu direito de liberdade religiosa para ser contra o procedimento e, por isso, não oferecê-lo aos seus funcionários.

“Como cristãos, somos fundamentalmente contra a destruição da vida e do destino de uma pessoa”, declarou a pastora Lisa Amann, conforme a CBN News.

A igreja apresentou uma queixa contra o departamento, mas um tribunal distrital da Califórnia rejeitou o pedido.

A congregação apelou e está pedindo para reverter a decisão do tribunal distrital.

No inicio do mês, o caso chegou ao tribunal de apelações e deve ser analisado.

A denominação conta com o apoio jurídico da Alliance Defending Freedom que conseguiu evidências de que a Planned Parenthood está por trás de um esforço na Califórnia para forçar as organizações religiosas a fornecer cobertura sobre o aborto.

Essa teoria foi levantada após a descoberta de e-mails da clínica de aborto para o DMHC exigindo que os funcionários da agência “corrigissem” quaisquer isenções para organizações religiosas que discordam do aborto.

“As igrejas têm a liberdade de estabelecer políticas internas alinhadas com os ensinamentos bíblicos sobre a importância da vida, desde a concepção até a morte natural”, disse a assessora jurídica do ADF, Denise Harle.

“A Suprema Corte dos EUA afirmou consistentemente o direito das igrejas de conduzir seus próprios assuntos internos de forma consistente com sua fé.

E há muito tempo que a hostilidade do governo em relação às pessoas de fé é inconstitucional e não tem lugar em nossa sociedade”, continuou ela.

A igreja foi representada pelo procurador da ADF, Jeremiah Galus, que sustentou que o DMHC “está enganado em suas tentativas de forçar uma igreja a pagar por abortos eletivos”.