Marco Aurélio Cunha, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o clamor do povo e a tentativa de parlamentares de avançar com a PEC da prisão em segunda instância seria uma “afronta” ao tribunal.

O ministro acredita que “teríamos que examinar se essa nova redação é harmônica ou não com a cláusula constitucional do inciso 57 do artigo 5º”, contrariando o presidente do STF, Dias Toffoli, que em seu voto, deu uma “deixa” ao Congresso sobre mudança na regra.

Para ele, Toffoli estava “numa situação tensa”.

Cunha parece gostar da ideia de ser legislador – apesar de não ter sido eleito para tal, mas não quer que o Legislativo faça sua parte.

Ministro se alinha ao Centrão e aos líderes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre na oposição à PEC que pode levar Lula e outros condenados à prisão.