O pastor Keith Waters, do Reino Unido, escreveu em suas redes sociais que certos eventos de “orgulho gay” podem ser “prejudiciais para as crianças” e passou a ser ameaçado de morte, além de perder o emprego.

Waters compartilhou um tuíte do bispo de Rhode Island, Thomas Tobin, para sugerir que cristãos não apoiassem os eventos do mês do orgulho LGBTQ+, isso no meio do ano.

A mensagem compartilhada dizia: “Um lembrete de que os cristãos não devem apoiar ou participar dos eventos do ‘mês do orgulho’ LGBT, realizados em junho.

Eles promovem uma cultura e incentivam atividades contrárias à fé e à moral cristãs.

Eles são especialmente prejudiciais para as crianças”.

Quase imediatamente, Waters, que é da cidade de Ely, na Catedral, em Cambridgeshire, foi recebido com uma avalanche de respostas ameaçadoras no Twitter.

Mas, à medida que a reação desagradável ganhou impulso online, as ameaças logo se espalharam para além da esfera digital.

De acordo com um comunicado de imprensa do grupo britânico de defesa Christian Concern, Water foi ameaçado e sua esposa recebe vários diretores de funerais que foram “enviados” para organizar seu funeral.

Segundo a CBN News, Waters também foi chamado por agentes imobiliários locais que haviam sido informados de que ele estava se afastando da área “com pressa”, profissionais que queriam vender seu imóvel, ainda que ele não tivesse qualquer desejo de deixar sua casa.

Em outro momento, um morador local irritado atropelou a bicicleta do pastor como “protesto”.

Para completar, ele ainda foi demitido do seu emprego, ele era gerente de propriedades em uma das faculdades mais importantes da Universidade de Cambridge.

A empresa resolveu enviá-lo para ser cuidador de uma escola primária local como “ação disciplinar”, forçando-o a renunciar do emprego.

Agora, com o apoio do braço de advocacia legal da Christian Concern, o “Christian Legal Center”, Waters está processando seu empregador por “demissão construtiva”.

“Quem acredita em liberdade de religião e expressão deve estar muito preocupado com a minha história”, disse ele.

“Isso foi um ataque, não apenas contra minhas crenças cristãs, mas contra qualquer pessoa que se atreve a questionar essas questões em público.

A maior preocupação deve ser que uma história como a minha esteja se tornando normal.

”Waters insistiu que seu tuíte “não discriminava ninguém” e que “era direcionado a cristãos e não criticava indivíduos ou a comunidade LGBT, apenas eventos do Orgulho”.