Eu aprendi desde pequeno que a gente só deve falar daquilo que sabemos mesmo, para não passarmos vergonha por aí.

O pessoal do Porta dos Fundos parece que está acusando o golpe e, como meninos acuados quando fala grosso perto deles, estão tentando apelar pela postura debochada para dar uma impressão de que estão “muito acima das críticas que estão recebendo”.

No entanto, a verdade é uma só: nem o engraçadão do Gregório Duvivier nem o “bem resolvido” do Fábio Porchat podem lidar bem com críticas e repúdio ao trabalho deles, porque moleques não sabem ouvir nada que discorde do que estão fazendo.

A declaração recente do Porchat dizendo que “se resolve com Deus” – sendo ele declaradamente ateu – é um sinal de que não entendem nada nem aprendem nada.

Ele já leu a Bíblia alguma vez na vida? E se leu, já passou pelo texto de Hebreus 10.

31, onde o autor inspirado afirma que “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

”?Ele não faz ideia do que está falando.

O pior é querer dar uma lição de moral aos outros dizendo que devemos nos preocupar com a desigualdade social.

A pergunta que não quer calar é: “O que Fábio Porchat sabe sobre a desigualdade social no Brasil?”Qual foi o maior projeto de caridade deste cidadão? Zoar a fé da Dona Maria? Quantas pessoas foram servidas ou abençoadas na vida por este ignorante? Quanto de tempo, recursos, ouvidos e alma ele dedicou para minimizar este dado da realidade que não engloba sua existência nem a de sua família?Não basta ser comediante baixo, que produz um tipo de humor sectário e com um pano de fundo carregado de ideologia; Fábio Porchat agora precisa bancar o moralista de meia tigela.

Alguém avisa ao ateu que vai se resolver com Deus (santa ironia) que ele não tem moral alguma para ensinar nada sobre a necessidade de se combater desigualdade.