No último sábado (07), estive no Theatro Bangu Shopping, no Rio, para assistir ao espetáculo “Rua Azuza, O Musical”, escrito e dirigido por Caíque Oliveira e produzido pela Cia Jeová Nissi, que inclusive mantém um lindo projeto social em Angola e já trabalha com Missões e atividades humanitárias há alguns anos.

Ao compartilhar essa experiência com o leitor, o meu desejo é que você não apenas procure saber quando e onde acontecerá a próxima sessão, mas que também você absorva em sua vida as lições que extraí desta marcante e impactante produção cultural cristã.

O musical retrata o início do século XX, onde havia nos EUA uma grande segregação racial.

Negros e brancos não podiam estar no mesmo lugar – nem na igreja (é isso mesmo que você está lendo).

Foi quando Deus cumpriu mais um de seus propósitos soberanos e eternos trazendo um grande avivamento espiritual numa igrejinha na Rua Azuza, onde um pastor negro chamado William Joseph Seymour, que era filho de escravos, pregava o evangelho e profetizava um derramamento do poder de Deus como nos dias de Pentecostes.

Tal movimento originou muitas denominações conhecidas em nosso país, como a Assembleia de Deus, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Congregação Cristã e outras igrejas pentecostais.

O que vi e aprendi com o musicalDeus é soberano! Ele vem sobre os humildes de espírito e muda a história de gente simples que crê em sua gloriosa Palavra.

Deus não precisa do homem para trazer um avivamento, e a verdade é que o avivamento espiritual como o da Rua Azuza é uma das provas de que o homem é totalmente dependente de Deus para viver e ver as transformações sociais acontecerem de forma profunda e contínua – num nível que nenhum outro homem pode impedir, por mais poder que tenha aqui na terra.

O musical é todo executado com a mais alta qualidade profissional.

Cada músico, atriz e cantores dão o máximo no palco, nos fazendo vivenciar a experiência como se estivéssemos em 1906.

Não apenas a qualidade do musical chama atenção, mas também a presença do Espírito Santo em cada nota dos instrumentos e fala ou canto dos artistas era totalmente notória.

Neste musical, vi o quão poderoso é o Espírito de Deus e eu saí desafiado a crer ainda mais profundamente na eficácia da mensagem do evangelho, pois de fato o ser humano pode ser mudado quando a Bíblia é pregada com paixão, simplicidade e fidelidade.

Algo interessante no musical foi o link com os dias de hoje, pois eles trouxeram a história de um casal onde o marido era pastor, porém racista.

A esposa não podia engravidar; logo, eles decidiram adotar.

No entanto, o marido não foi fazer a primeira visita ao orfanato.

Quando a esposa chegou com a criança (que é negra, ao contrário do casal que era de pele branca), o esposo não conseguiu fingir e a desprezou.

Há um diálogo dramático entre eles após a saída da menina, e o marido expõe todo o ódio e racismo que havia em seu coração.

Ao final, há um duro confronto por parte da esposa e um arrependimento é brotado na alma no marido.

Ele então revê os conceitos pecaminosos, se arrepende do mal praticado e decide amar a menina, recebendo-a como sua filha.

Em meio a este “vai e vem” na linha do tempo, encontramos a narrativa do avivamento na Rua Azuza e a unidade entre brancos e negros nesta pequena igreja, que agora ganha o noticiário da cidade e causa um verdadeiro impacto que valida a luta de tantos negros pela verdadeira liberdade não só da escravidão, mas também da segregação.

O desafio para os dias de hojeSabemos que os EUA ainda continuou (e continua hoje) sofrendo com este pecado grave e um crime em âmbito civil que é o racismo.

Sabemos também que no Brasil, a exemplo da história deste casal, não é muito diferente – inclusive em muitas igrejas.

Contudo, vemos que Deus é poderoso para mudar as coisas e que a oração dos justos pode muito em seus efeitos.

Parafraseando a Escritura, a “fé move montanhas” (Mateus 17.

20).

É impossível ao homem remover o racismo no coração de outro homem, assim como é impossível uma nação ser impactada pela Igreja de Jesus como foi os EUA nos dias da “Rua Azuza”; porém, “a Deus tudo é possível” (Mateus 19.

26).

Encerro com as palavras acerca de William Seymour, com o desejo de que possam nos inspirar a vivermos neste tempo sob uma perspectiva muito maior:“Agora só uma palavra relativa ao irmão Seymour, que é o líder do movimento debaixo de Deus.

Ele é o homem mais manso que eu já encontrei.

Ele caminha e conversa com Deus.

O poder dele está na sua fraqueza.

Ele parece manter uma dependência desamparada em Deus e é tão simples como uma pequena criança, e ao mesmo tempo ele está tão cheio de Deus que você sente o amor e o poder toda vez que você chegar perto dele”.

 – W H Durham, The Apostolic Faith, fevereiro / março de 1907Conheça a Cia Nissi: br.

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