Karol Eller, a homossexual que apoia o presidente Bolsonaro e tem uma convicção política “à direita”, sofreu dupla agressão nesses dias.

Primeiro, por um homem – possivelmente homofóbico – que lhe agrediu fisicamente a ponto de desmaiá-la e lhe desfigurar o rosto.

Depois, por uma miríade daquilo que podemos chamar de “ódio do bem”, uma turma canalha e verdadeiramente fascista que, em nome de uma ideologia ou narrativa política e devido ao fato de que Eller é um algoz político deste bando, abriram mão da humanidade para vomitar seus comentários carregados de ódio e vingança nas redes sociais.

Inclusive o monstro moral Jean Wyllys, aquele covarde que fugiu do país sob o pretexto de que “estava sendo ameaçado de morte”, já foi para a internet vomitar o seu fascismo, que é puro e cristalino.

Basta você não pensar como um esquerdista para que se torne um alvo de toda forma de ódio, ressentimento e antipatia por parte dessas pessoas.

Eller pode ter se equivocado em dizer que não existe homofobia no Brasil.

Existem sim – talvez só não nas proporções que a militância LGBT costuma afirmar – e é de responsabilidade de cada cidadão e autoridade pública agir contra este crime.

Apesar de eu considerar a homofobia uma realidade e um crime, é importante deixar claro que não enxergo tantas formas de homofobia como a militância de esquerda – seja na sociedade, no Congresso ou mesmo no STF – enxerga.

Homofobia para mim é quando um indivíduo agride verbal, psíquica ou fisicamente o outro por este simplesmente existir como homossexual.

É o ódio declarado, alta e evidentemente comprovado e manifesto que geralmente culmina em agressões ou mesmo assassinato.

Este tipo de crime acontece no Brasil, mas é bem inferior aos outros crimes de ódio que ocorrem.

Morrem muito mais heterossexuais do que gays, lésbicas ou travestis – até porque tais populações são inferiores numericamente.

A questão básica é que, no cenário político brasileiro atual, você não pode ser “gay e de direita”, por exemplo.

Haja vista a situação atual do atleta Diego Hypólito, que já foi escorraçado nas redes porque simplesmente atinou para alguma simpatia ao presidente ou às ideias conservadoras.

Ou seja, o sujeito que é homossexual tem de abraçar uma orientação sexual e levar junto um pacote que traz um ideal de mundo marxista ou leninista; caso contrário, sofrerá uma série de patrulhas e sanções de ódio na web.

Se você deseja viver a homossexualidade e demonstrar apoio público ao presidente, por exemplo, você será um alvo diuturno e muita gente vai torcer para que as coisas deem muito errado em sua vida.

No caso de Eller, é de se espantar a quantidade de gente desumanizada que celebra ou debocha de sua dor, simplesmente porque ela aderiu a um discurso dissonante dos adeptos e simpáticos ao movimento que vê homofobia até no respirar de um cristão mais ortodoxo.

Talvez doa mais nela a enxurrada de ódio que foi despejada em sua alma do que os golpes físicos que ela sofreu do outro monstro.

Isso só comprova que não existe humanidade em quem se envenenou ao injetar o pacote ideológico completo no coração.

Quem é de extrema-direita vai celebrar a morte ou o sofrimento do algoz; quem é de extrema-esquerda fará a mesma coisa.

Num mundo como esse, cabe-nos vigiar a própria alma para que não sejamos consumidos pelo espírito do tempo.

Os dias são de violência, ódio e intolerância (só não pense que essa intolerância somente se dá no campo conservador); logo, faz bem se distanciar dos noticiários e também das redes sociais.

Demonstro minha solidariedade, estimo melhoras à Karol e espero que o monstro seja preso e que a investigação possa concluir as reais motivações deste crime.

E, sinceramente, espero muito que a turma do “ódio do bem” esteja bem preparada no dia em que o mal produzido apareça no seu caminho.

Falaram tanto em “lei do retorno” no post que ela fez no Instagram, porém, talvez não estejam se dando conta de que, o bumerangue que vai, sempre volta.