Para alguns apedeutas tudo vira polêmica e motivo de criticas.

Com a chegada do final do ano, alguns viram suas artilharias para as celebrações, entre elas o Natal, cujo objetivo é rememorar o nascimento de Jesus Cristo.

Ao invés de criticarem a desconstrução desta data comemorativa cristã, onde certa marca impôs a figura do barbudo que distribui presentes, os ditos cristãos atacam a celebração do Natal.

Usam como argumento o fato de não haver na Palavra de Deus uma ordenança para que se comemore a vinda do Messias.

Precisava ter esse mandamento? Pela lógica já imaginamos que se existe algo que devemos comemorar, por óbvio, é o fato de Deus ter dado Seu Filho por nós.

A Bíblia diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.

16).

Também é preciso lembrar que o nascimento do Senhor Jesus foi celebrado pelos anjos, que glorificaram a Deus dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lucas 2.

14).

Pois bem! O fato é que não se trata apenas de um culto ao Plano de Redenção.

É também uma maneira de preservar a cultura cristã.

É uma forma de mostrarmos ao mundo o significado do Natal.

Os dias comemorativos servem para isso, preservar nossa tradição.

Como é o caso do Dia do Pastor, o Dia da Bíblia, o Dia da Escola Dominical, o Dia de Missões, etc.

Assim como celebramos o Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia dos Namorados para lembrarmos algo que valorizamos.

É evidente que a data comemorativa não corresponde ao dia de nascimento de Jesus Cristo.

O que não desqualifica sua celebração, já que o propósito é trazer a memória e expor para a sociedade um acontecimento marcante da história da humanidade.

Aliás, o principal acontecimento.

Precisamos tomar como exemplo o povo judeu, que celebra diversas datas, cada uma com um propósito, a fim de preservar sua cultura e seus valores.

É evidente que pode haver alguma distorção nestes costumes.

Devemos celebrar o Natal com um objetivo específico em mente, que é a conscientização de que fomos resgatados por bom preço (1 Pedro 1.

18) e temos todos os motivos para glorificar a Deus por essa salvação.

É evidente que o Natal não significa banquetes, presentes ou materialismo.

O Natal de Cristo vai muito além destas coisas, envolvendo nossa alma e espírito.

Algumas pessoas corromperam a celebração, mas o verdadeiro cristão conhece os motivos pelo qual comemora esta data.

Além disso, o capitalismo tende a explorar a data visando lucro.

Mas isso acontece em todas as comemorações.

A ideia de que a data deve ser marcada por transações comerciais não deve ser a prioridade.

Celebre o Natal para o bem da sua família, a fim de fazer com que o nome de Jesus não seja esquecido.

Lembre-se que o maior objetivo do inimigo de nossas almas é fazer com que o nome do Senhor seja apagado da história.

 Faça desta data comemorativa um momento de recordação.

Reúna a família para conversar sobre os ensinamentos de Jesus, o propósito da Sua vinda e como podemos compartilhar isso com outras pessoas.

E, como diria Dwight Lyman Moody: “Se Cristo estiver em sua casa, os vizinhos logo perceberão”.