“Não tínhamos a menor ideia da existência daquele campo.

Nossos superiores não disseram coisa alguma sobre ele.

Entramos ao amanhecer de 27 de janeiro.

Havia um cheiro tão forte que era impossível aturar por mais de cinco minutos.

Vimos algumas pessoas de pé em roupas listradas – eles não pareciam humanos.

Eram pele e osso, somente esqueletos” – Anatoly Shapiro, primeiro oficial soviético a abrir os portões e entrar no complexo de Auschwitz.

A decisão da ONU e a escolha da data A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução 60/7 em 1 de novembro de 2005, durante a 42º sessão plenária da Organização, instituindo o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

A resolução também rejeita qualquer tipo de questionamento de que o Holocausto tenha sido um evento histórico, enfatiza o dever dos Estados-membros de ensinar às futuras gerações sobre os horrores do genocídio nazista e condena manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença.

A data de 27 de janeiro de 1945 foi escolhida pela ONU porque foi nesse dia que o maior campo de extermínio nazista foi libertado por tropas soviéticas.

Há 75 anos, os 7500 prisioneiros restantes deixados em Auschwitz foram libertados pela 322ª Divisão de Rifles do 60º Exército de Frente Ucraniana do Exército Vermelho.

Entre os artefatos do genocídio encontrados pelos russos estavam 348.

820 ternos de homem e 836.

255 vestidos de mulheres, além de montanhas de óculos, cabelos humanos e calçados, muitos deles de crianças.

Pelo mundo, diversas autoridades políticas, líderes seculares e religiosos e instituições judaicas estarão realizando diversas homenagens em memória das vítimas do Holocausto, lembrando os seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto e as outras vítimas do nazismo.

No Brasil, a lei que institui um dia em memória às vítimas do Holocausto é de autoria do então vereador Floriano Pesaro e foi sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab no dia 12 de dezembro de 2009.

5º Fórum Mundial sobre o Holocausto no Yad VashemChefes de governo e representantes de mais de 40 países participaram do 5º Fórum Mundial sobre o Holocausto no Yad Vashem (Museu do Holocausto em Jerusalém) no dia 23 de janeiro de 2020.

Organizado pela Fundação Fórum Mundial do Holocausto em cooperação com o Yad Vashem e com o Centro Mundial de Recordação do Holocausto, o Fórum lembrou o 75º aniversário da libertação de Auschwitz e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

O programa foi aberto com discursos do presidente de Israel, Reuven Rivlin, e do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, seguindo-se discursos dos seguintes signatários: Emmanuel Macron, presidente da França; príncipe Charles; Vladimir Putin, presidente da Rússia; rabino Israel Meir Lau; Moshe Kantor, presidente da Fundação Mundial do Holocausto; e Avner Shalev, presidente do Yad Vashem.

O campo de concentração nazista de AuschwitzAuschwitz era uma pequena vila polonesa, localizada no sul do país, e foi o maior dos campos de concentração nazistas, formado por 48 campos em uma área de 40 km².

Do início do ano de 1942 até o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo de Auschwitz.

O campo de concentração de Auschwitz, juntamente com Birkenau, foi na verdade um campo de extermínio em massa de judeus, criado com a finalidade de ser o lugar para a Solução Final dos judeus (aniquilamento do judeu como povo).

Consta, através de pesquisas feitas por historiadores, que mais de um milhão de pessoas haviam morrido ali nas câmaras de gás, de fome, doenças infecciosas, execução sumária, trabalhos forçados, ou experiências médicas.

Quando os nazistas responsáveis pelo campo de extermínio de Auschwitz receberam a notícia de que o Exército Vermelho estava se aproximando, realizaram a  última seleção de prisioneiros para as câmaras no dia 30 de outubro de 1944.

Já no mês seguinte, Heinrich Himmler (Comandante da SS e o responsável por implementar e controlar os campos de concentração) ordenou que os crematórios fossem destruídos antes que o Exército Vermelho chegasse aos campos.

Em uma flagrante tentativa de destruir as provas das atrocidades nazistas no campo, a maioria dos prisioneiros que trabalhavam nas câmaras e no crematório foram executados para não haver testemunhas, as câmaras de gás foram explodidas em janeiro de 1945, documentos de toda ordem foram queimados ao ar livre no campo e, em 17 de janeiro de 1945, os pertences dos mortos foram queimados e destruídos.

A última ordem do comando da SS em Berlim foi para que todos os prisioneiros restantes nos campos fossem executados, ordem que não foi realizada devido ao caos da retirada nazista.

A famigerada  Marcha da Morte liderada pelos agentes da SS em Auschwitz conduziu forçosamente aproximadamente 60 mil sobreviventes, entre eles muitas crianças, dos quais 15 mil morreram durante a marcha, alguns de exaustão, outros mortos a tiros por não conseguirem acompanhar o passo.

Muitos poloneses e tchecos cristãos moradores das localidades por onde essas marchas passaram ajudaram secretamente os prisioneiros, dando-lhes água, comida e até escondendo vários deles em suas casas ou celeiros até a chegada das tropas aliadas.

Após a guerra, muitas destas pessoas foram homenageadas com a medalha de justos entre as nações pelo governo de Israel, por arriscarem suas vidas para ajudar prisioneiros judeus a sobreviverem nos estágios finais da guerra.

Em 1947, a Polônia construiu um museu no campo de Auschwitz, como memorial do Holocausto a céu aberto, desde então, recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito em seu cume a infame frase: “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta).

Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.

A Marcha pela VidaA chamada Marcha Internacional da Vida em Auschwitz, na Polônia, é um programa educacional anual, que ocorre no período de Yom HaShoá (Dia do Holocausto), e leva milhares de judeus de todo o mundo para a Polônia e Israel com o propósito de estudar a história do Holocausto e examinar as raízes do preconceito, da intolerância e do ódio.

Além do estudo pedagógico, o evento tem o seu ápice na caminhada de três quilômetros entre Auschwitz e Birkenau, que era feita a pé pelos prisioneiros, para uma cerimônia no memorial ali construído para a evocação do Yom HaShoá, Dia do Holocausto.

Lembrar a memória daqueles que foram cruelmente assassinados pela insanidade nazista é ajudar a lutar contra a barbárie.

Nós lembramos para que nunca mais aconteça.

O povo judeu ressurgiu das cinzas de Auschwitz para ser uma nação forte e soberana na terra prometida aos patriarcas Abraão, Isaque e Israel conforme Ezequiel 37:12: “Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel”.

Am Israel Hai! O Povo de Israel Vive!