Tem muita gente que não professa a sua fé, mas que pode impactar sua vida e servir de exemplo para você sobre como viver melhor.

Talvez, Kobe Bryant seja esse cara para mim.

Ele é católico – sou evangélico – sendo que isso não o impediu de me ensinar algo.

Neste artigo, quero compartilhar com o leitor algumas coisas que aprendi com este que talvez seja um dos três maiores jogadores de basquete de todos os tempos.

Antes, quero dizer que não importa tanto como as coisas começam, mas como elas terminam.

Saulo começou mal, mas terminou bem e seu nome passou a ser Paulo, inclusive.

Pedro falou muita besteira e negou a Jesus, mas terminou morrendo por seu evangelho.

Agostinho começou numa vida depravada, mas terminou amando a Deus sobre todas as coisas e deixando um legado para toda a posteridade – inclusive católica.

Aprendi a reconhecer meus erros e recomeçarTalvez poucos saibam, mas Bryant traiu sua esposa e o caso veio a público.

Ele chegou a perder patrocinadores e prestígio, pois a mulher com quem teve relações sexuais o acusou de estupro.

Ele confessou o erro, mas negou o crime porque o que tiveram foi uma relação consensual – e algum tempo depois isso foi provado na justiça, de modo que ele não foi preso.

Ele teve a hombridade de não se vitimizar e assumir sua culpa, bem como pedir perdão a sua mulher e filhos.

O casal permaneceu junto e ainda teve mais uma filha; porém, em 2011 sua mulher pediu divórcio.

Felizmente, em 2013 suspenderam o trâmite de divórcio e se reconciliaram.

Acabei por aprender com ele também que as relações humanas podem ferir, mas que há remédio para curar.

Aprendi que posso superar meus limitesApós este triste evento em seu casamento, que ocorreu quando ele tinha 25 anos (em 2004), Kobe Bryant conseguiu dar a volta por cima, conquistando títulos e recebendo nomeações honrosas na liga norte-americana de basquete (MVP), conquistando na temporada 2007/08 o título de jogador mais valioso da liga e ainda levou o time às finais da NBA.

Neste mesmo ano, Kobe foi medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim (China).

Ele ainda ganharia o ouro também nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Em termos de títulos individuais e coletivos, o ex-jogador ganhou tudo o que um atleta bem sucedido no esporte pode ganhar.

Muita gente cai e não levanta mais.

Eu aprendi com ele que a queda não impede a redenção.

Se você errar, não desista por conta disso.

Creia que Deus é misericordioso e volte ao jogo.

Não viva aquém de suas possibilidades n’Ele.

Aprendi que a minha alegria é completa na alegria do outroUm atleta tão vitorioso, famoso e rico poderia muito bem se enclausurar na vaidade e no orgulho.

Só que este não foi o caso de Bryant.

Após encerrar a carreira e ser o primeiro jogador de basquete a ter no seu clube duas camisas aposentadas (as de número 8 e 24), ele passou a gastar o restante de sua vida se envolvendo em causas sociais, em especial pelas crianças e jovens que tinham poucas oportunidades na vida.

Até com o governo chinês ele fez parceria para projetos sociais.

Escreveu livros que tinham por objetivo inspirar crianças para que buscassem um futuro melhor através do esporte, e trabalhou incentivando jogadores amadores para que pudessem lutar por seus sonhos.

O outro existia para Kobe Bryant.

Não apenas isso: o outro lhe trazia um verdadeiro sentido para ser ele mesmo.

Ele vibrava com o sucesso de outros atletas, até mesmo de outros esportes como o Ronaldinho Gaúcho ou o tenista supercampeão Novak Djokovic, e recentemente exaltou o feito de seu amigo e que às vezes foi adversário no esporte LeBron James, que o superou no número de pontos na história da NBA.

Ele era um homem que não se rendia à tirania do eu.

Foi vencedor no esporte e também na vida porque sempre entendeu que não poderia ser vencedor [nem feliz] sozinho.

Homens assim nos influenciam e servem de exemplo para que sejamos mais humanos e amigos de outras pessoas.

Obrigado por tudoEu poderia citar outras coisas que aprendi com este grande atleta e ser humano, mas encerro por aqui.

Que possamos sempre ter humildade para aprender com os outros, sejam com seus erros ou acertos.

E que possamos também viver de tal forma que a nossa vida inspire outros a se superarem e ser mais humanos.

Sobretudo, que a nossa vida influencie outros a conhecer o maior homem que o mundo conheceu, aquele que nem a morte pode detê-lo, e que sempre poderá iluminar os corações e dar sentido à existência de todo aquele que nele crer: Jesus Cristo.

Gratidão por tudo, Kobe Bryant.

O mundo perdeu um grande artista das quadras.