Uma das frases mais célebres de C.

H.

Spurgeon é esta: “Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé; há ódio no nosso próprio amor; há lama da serpente na mais bela flor do nosso jardim.

”, nos mostrando que os efeitos do pecado são mais profundos em nosso coração do que nós podemos imaginar.

Se o “Príncipe dos Pregadores” disse isso olhando para os redimidos pela obra de Cristo, onde se apropriaram dos méritos redentores do Senhor Jesus, o Rei da Glória, quanto mais este estado terrível pode ser considerado na vida de quem vive negando a graça e vivendo uma vida que em nada recompense o Cordeiro por seus sofrimentos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADEAs orações e “unção com óleo” não passam de uma piada sincrética de mau gosto.

Há quem seja tão relativista moral e bíblico que ache que este BBB é uma igreja santa, porém não estamos aqui para passar pano de quem não sabe do que fala ou o que faz.

Agora, deixando um pouco de lado as cenas patéticas de uma espiritualidade pós-exibicionismo do que de mais depravado pode ser identificado em nossa sociedade, trago a seguinte questão ao leitor: A TV Globo, não é ela quem seleciona os participantes? Será que não está por detrás desta promoção da exposição ridícula de práticas cristãs em rede nacional?O que eles querem mostrar com a inserção de participantes que se dizem evangélicos ou católicos e que misturam nudez, erotização corporal e embriaguez desmedida com músicas gospel e orações e agora com “unção com óleo”? Que assim são os cristãos brasileiros? Que esta é uma amostra do tipo de crentes em Jesus que temos na sociedade?Creio que vale o questionamento porque definitivamente não há nenhuma relação entre o cristianismo praticado no programa de TV com o cristianismo vivido por parte dos cristãos verdadeiros, que não são a maioria dos levantados no IBGE; entretanto, não podem [nem devem] se sentir representados por estes participantes.

O preconceito contra os evangélicos vem aumentando nos últimos anos e não me espanta que uma emissora como esta não esteja expondo de forma velada o todo da comunidade por meio de uma parte que nem sabemos se pertence ou não –; os frutos revelam muito mais do que as minhas ou as suas palavras sobre.

Espero que a maioria destes mais 60 milhões de evangélicos não esteja contribuindo com o Ibope deste programa fútil e desprezível.

Espero também que a gente não viva este tipo de cristianismo que é retratado na TV e que sejamos prudentes como a serpente, para discernir o que pode estar por detrás das imagens projetadas.

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