Delegada afirma que parto foi feito em uma mesa de cozinha e que equipamentos foram instalados de forma improvisada.

Rapaz confirmou que fez procedimentos e disse que dona da cadela estava desesperada e afirmava não ter dinheiro para pagar veterinário.

Mesa onde, segundo a Polícia Civil, foi feito o procedimento da cadela Polícia Civil / Divulgação A Polícia Civil investiga um rapaz de 21 anos por exercer ilegalmente a profissão de médico veterinário em Rio Pardo de Minas (MG).

Segundo a delegada Lígia Barbieri Mantovani, o rapaz é dono de um petshop e os procedimentos cirúrgicos eram feitos em uma clínica improvisada, que funcionava na parte dos fundos do estabelecimento. Uma equipe de policiais esteve no local nesta sexta-feira (7) após receber denúncias.

Uma delas é de uma mulher, que foi ao lugar para que o rapaz fizesse o parto de sua cadela.

Três filhotes morreram logo após o procedimento e a cadela faleceu no dia seguinte.

“A Polícia Civil iniciou as investigações e constatou que todo o procedimento foi realizado de forma clandestina.

O parto foi feito em uma mesa de cozinha, na parte externa da casa.

Lá, o investigado instalou de forma improvisada o soro e demais equipamentos médicos, sem qualquer obediência às normas sanitárias”, destaca a delegada.

Segundo a polícia, esse é o lugar onde os cães ficam na parte de trás do pet shop Polícia Civil / Divulgação Lígia Mantovani fala que o jovem foi ouvido na delegacia.

Ele confirmou que já realizou procedimentos no local.

Disse ainda que fez o parto que terminou com a morte dos três filhotes e da cadela movido pela emoção, já que a proprietária ligou desesperada e disse que não tinha condições de pagar um veterinário.

A delegada explica que nenhum material foi apreendido durante a verificação das denúncias.

Os policiais encontraram apenas equipamentos e materiais compatíveis com os serviços oferecidos por um pet shop. Apesar do negócio estar regularizado, a Polícia Civil acionou as autoridades sanitárias do município para verificar a condição das instalações.

O G1 entrou em contato com o responsável pela Vigilância Sanitária Municipal, que informou que irá tomar as providências cabíveis.

“A estrutura é extremamente precária, o lugar onde deixam cães na parte de trás não tem condições necessárias, entre elas, a de alimentação, por exemplo.

Ele pode ser o proprietário do petshop, mas isso não o qualifica para prescrever remédios e fazer procedimentos, o que pode ser feito somente por um profissional qualificado, no caso, um médico veterinário”, ressalta a delegada. A Polícia Civil vai ouvir outras pessoas e acredita que mais casos devem aparecer.

As investigações continuam e o inquérito será encaminhado à Justiça.

Se condenado, a pena prevista é de 15 dias a 30 meses de prisão. “Muitas pessoas têm bichos e o número de cachorros aumenta cada vez mais.

A orientação da Polícia Civil é que os proprietários procurem saber e buscar por profissionais qualificados, que tenham o devido conhecimento para atuar na área”, finaliza Lígia Mantovani. Equipe da Polícia Civil esteve no local para averiguar denúncia Polícia Civil / Divulgação Veja mais notícias da região em G1 Grande Minas.