Corpo de vítima foi encontrado em um beco, no bairro Jardim Carvalho, na Zona Leste da Capital.

BM informou que está colaborando com a investigação.

Dois policiais militares foram presos suspeitos de matar um jovem de 20 anos em Porto Alegre no dia 26 de janeiro.

Conforme a Polícia Civil, a prisão ocorreu na semana passada. O delegado Luis Antônio Firmino, da 5ª Delegacia de Homicídios, começou a investigar o caso após um corpo, sem identificação, ter sido encontrado com marca de tiros no beco Souza Costa, no bairro Jardim Carvalho, na Zona Leste de Porto Alegre. A mãe da vítima chegou a registrar boletim de ocorrência pelo desaparecimento do filho.

Vizinhos teriam relatado para ela que o jovem estava na rua quando brigadianos do 20º Batalhão da Polícia Militar levaram ele na viatura.

A mulher foi então até o batalhão, onde foi informada de que não havia registro do filho dela ter sido abordado pelos policiais.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que o corpo encontrado no beco Souza Costa era do jovem, que não teve a identidade divulgada.

Um mandado de prisão contra os dois policiais foi expedido no último dia 4.

Desde então, eles estão afastados da Brigada Militar até que tudo esteja esclarecido.

De acordo com o comandante do 20º BPM, tenente-coronel Fernando Gralha Nunes, a BM está colaborando desde o primeiro momento com informações para elucidar os fatos. Segundo o corregedor da BM, coronel Marco Galdino, a investigação é da Polícia Civil.

A corregedoria informou que tem feito o apoio a Civil nos mandados de prisão.

Um inquérito policial militar foi instaurado, mas a denúncia ainda não chegou para a Corregedoria da Brigada Militar.

Ao G1 a BM informou que ainda não tem conhecimento dos fatos e da ação dos dois policiais.

A defesa dos policiais, os advogados David Leal e Raiza Hoffmeister, informou ao G1 que "esse é um momento em que a investigação está realizando algumas diligências" e que "somente ontem [segunda] a defesa teve acesso a todas as informações da investigação".

"A defesa entende que, nesse momento, é preciso aguardar, como se trata de investigação, inquérito policial, o contraditório e a ampla defesa ficam bastante comprometidos porque a finalidade do inquérito policial, nessa etapa, é trazer informações para formação da opinião do Ministério Público.

Um momento oportuno para exercer o contraditório e a ampla defesa, em que nós podemos oferecer testemunhas ou até mesmo outros meios de prova, vai ser no processo, quando já tiver recebido a denúncia e o juiz receber a acusação", afirma Leal. Sobre a prisão, o advogado informou que, se não for concedida a liberdade provisória, cujo pedido foi feito pela defesa ao juiz de primeiro grau, a defesa pretende pedir um habeas corpus entre esta terça (11) e quarta (12).