Presidente dos EUA e funcionários do governo norte-americano querem diminuir pena imposta a Roger Stone, condenado por mentir e coagir testemunhas em processo sobre suposto conluio com a Rússia.

Roger Stone, ex-assessor e amigo de Donald Trump, ao ser preso em 1º de fevereiro de 2019 Pablo Martinez Monsivais/AP Photo Os quatro promotores que atuaram no processo que condenou Roger Stone deixaram o caso nesta terça-feira (11).

Eles alegam que altos funcionários do governo dos Estados Unidos pretendem diminuir a pena imposta a Stone — aliado político e amigo de longa data do presidente Donald Trump. Stone foi considerado culpado em todas as sete acusações a que respondia em um tribunal federal, em novembro.

Ele foi o sexto conselheiro de Trump condenado após o processo sobre o conluio com a Rússia liderado pelo promotor Robert Mueller, caso encerrado ainda em 2019 (leia mais no fim da reportagem). QUEM É: Saiba mais sobre Roger Stone Os promotores haviam recomendado uma pena entre sete e nove anos, o que o próprio presidente Trump rejeitou.

Na segunda-feira, o republicano disse que a sentença recomendada era "horrível e injusta". "Os crimes de verdade ocorreram do outro lado, e nada aconteceu com eles.

Não posso permitir essa falha na Justiça!", tuitou Trump. Amigo de Trump Roger Stone, ex-assessor de Trump, chega a corte de Washington nesta terça-feira (29) Leah Millis/Reuters Roger Stone foi acusado por mentir e coagir testemunhas em um processo sobre suposta influência da Rússia nas eleições de 2016.

O secretário de Justiça, William Barr, decidiu ao fim não acusar o presidente de conluio nem de obstrução nas investigações Veterano da política, Stone trabalha com os republicanos desde os anos 1970 e, segundo a emissora britânica BBC, tem uma tatuagem do ex-presidente Richard Nixon nas costas. Relembre no VÍDEO abaixo a condenação de Stone Ex-assessor de Trump é condenado nos EUA