Decreto presidencial publicado nesta quarta (12) no "Diário Oficial da União" reduziu consideravelmente o número de cargos de chefia das unidades de conservação sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

Foram extintos 42 postos de chefias, o que, segundo servidores do Icmbio ouvidos pelo blog, demonstra o enfraquecimento da agenda ambiental e a falta de prioridade do setor por parte do governo Bolsonaro.

Atualmente, há 334 unidades de conservação no Brasil, já administradas por meio de núcleos de gestões integradas.

Nesse modelo, um mesmo gestor já cuidava de duas unidades.

No entanto, com a redução desses cargos, cada chefe passará a estar à frente de até seis unidades de conservação.

“Há ainda 11 coordenações regionais, que se relacionavam com todas as unidades de conservação, distribuídas pelo Brasil.

Criaram cinco gerências em substituição a 11 coordenações.

Com isso, há menos setores cuidando de um maior volume de unidades”, explicou um servidor do ICMbio.

Os postos passaram, contudo, a ser mais bem renumerados.

Onze DAS 3 foram substituídos por cinco DAS 4, graduação na carreira pública mais bem remunerada.

Remanejamento de servidores Houve ainda o remanejamento de servidores do ICMBIO para a Secretaria de Gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Ao todo, 48 cargos ligados à área ambiental serão transferidos para a área econômica.

Em contrapartida, 19 profissionais do Ministério da Economia passarão a atuar no Instituto.