Mesmo com lei federal garantindo direito, mãe diz que só obteve cuidador ao filho autista após ação na Justiça.

Educação alega que está licitando contratação de 330 profissionais.

Pais reclamam de falta de professores para crianças com autismo na rede municipal Mães de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) reclamam da falta de cuidadores e professores de apoio na rede municipal de ensino de Ribeirão Preto (SP).

Segundo as famílias, a Secretaria de Educação alega esses educadores devem começar a atuar em 20 de fevereiro.

Até lá, as crianças não têm como frequentar as aulas. Em nota, a Secretaria de Educação informou que abriu licitação para contratar empresa especializada para fornecer 330 profissionais de apoio para atuarem nos cuidados aos alunos com deficiência. A legislação federal estabelece que crianças autistas tenham um profissional especializado em sala de aula.

Mas, segundo a dona de casa Suelen Alves Salgado, nem sempre a lei é cumprida.

Ela precisou ingressar com uma ação na Justiça para que o filho pudesse ter um cuidador. “Não vou deixar meu filho jogado.

Ele precisa ter uma professora só para ele, porque ele fica nervoso, sai correndo da sala, tem sensibilidade auditiva, transtorno do sono.

Então, ele pode ficar sonolento, nervoso, tem que ter uma pessoa junto dele para ajudar”, afirmou. A dona de casa Suelen Alves Salgado em Ribeirão Preto Ronaldo Gomes/EPTV Suelen contou que se reuniu com o secretário municipal de Educação, Felipe Miguel, e com a equipe da pasta, que lhe garantiram a contratação de professores de educação especial.

Entretanto, desde o início do ano letivo, na última semana, não há cuidadores nas salas. “Até o momento, não mandaram.

Eles falaram que iriam mandar pelo menos a professora de educação especial.

Conversei novamente na semana passada, após a reunião, me prometeram que ele teria a aula, a professora, só que a gente vai à escola e não tem”, disse. Avó de um menino de 9 anos, também autista, Marli Terezinha dos Santos, afirmou que enviou um e-mail à Secretaria Municipal de Educação para cobrar a presença de cuidadores nas salas de aula, mas não houve mudança no colégio onde o neto estuda. “Existe a lei, só que eles não cumprem, ela só fica no papel, porque há dois anos já falei com o prefeito, falei com os responsáveis, só que eles viram as costas e não ajudam.

Falam que vão ajudar, que vão resolver, mas não resolvem.” Marli disse que o problema não é recente e que o neto frequentou as aulas apenas entre setembro e dezembro do ano passado, quando a Prefeitura contratou professores de educação especial.

O menino ficava uma hora no colégio, duas vezes por semana. “Eu passei por isso há 35 anos.

Meu filho não foi alfabetizado por falta de professor de libras, não teve, não tinha.

Então, há quanto tempo vem vindo isso? Não é de hoje.

Deficiente existe há décadas e eles nunca se preocuparam em resolver”, alegou. Marli Terezinha dos Santos é avó de um aluno autista em Ribeirão Preto Ronalgo Gomes/EPTV Contratação Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que abriu licitação para contratar empresa especializada para fornecer 330 profissionais de apoio para atuarem nos cuidados aos alunos com deficiência.

A pasta "não descarta a possibilidade de contar com esses profissionais em até dez dias". Ainda segundo a Secretaria, também foram autorizados professores da rede habilitados em educação especial para dar o apoio nas escolas.

Além disso, foi aberto um processo seletivo para contratar 17 professores de educação básica (PEB) III intérpretes com domínio em Libras e oito PEB III deficientes auditivos, com domínio em Libras Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca