Layane da Silva, de 19 anos, foi encontrada morta em janeiro; suspeito de matar a jovem está preso e disse que cometeu o crime, depois de a vítima entrar em 'estado de alucinação'.

Polícia faz reconstituição da morte de Layane da Silva de 19 anos A Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (12), a reconstituição da morte de Layane Aparecida da Silva, de 19 anos, que teve o corpo encontrado em um terreno, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A reconstituição do crime, no bairro Afonso Pena, durou quase duas horas.

As ruas ao redor do local onde o corpo foi encontrado, ficaram interditadas.

Na presença de policiais, advogados, do promotor e da delegada responsável, o principal suspeito do crime indicou, passo a passo, o que aconteceu. Miguel Angelo Duarte, de 24 anos, carregou um boneco que simulava o corpo de Layane, até o terreno onde ela foi encontrada morta. Inês da Silva, mãe da vítima, compareceu até o limite da área isolada, para tentar acompanhar a reconstituição. "Nunca ela veio aqui.

Eu perguntei para a amiguinha dela, do lado de casa, e ela disse 'nunca.

Que eu saiba, nunca ela veio aqui.

A primeira vez que ela veio, foi com ele", disse a mãe. Mensagens mostram vítima marcando encontro com suspeito do crime Polícia realizou reconstituição da morte de Layane da Silva, em São José dos Pinhais Bruno Fávaro/RPC Versões do crime O corpo de Layane foi encontrado no dia 20 de janeiro.

A jovem, segundo a polícia, estava sem parte das roupas e apresentava sinais de violência e queimaduras. Segundo os depoimentos de Miguel à polícia, ele e Layane beberam e usaram drogas na noite do crime.

Ele disse que a jovem teve alucinações e para contê-la, deu uma chave de braço, deixando a jovem desacordada. Sobre as queimaduras, conforme a polícia, Miguel Duarte disse que havia uma fogueira no local, onde a jovem se queimou.

Miguel está preso desde o dia 21 de janeiro.

Ele disse à polícia que agiu sozinho no caso.

O depoimento de um outro homem, também suspeito por envolvimento no crime, que está preso na mesma cela que Miguel, relatou uma história diferente sobre o caso.

Corpo de Layane Aparecida da Silva foi encontrado com sinais de violência, em São José dos Pinhais Reprodução/RPC O depoimento foi dado no dia 23 de janeiro.

O conteúdo foi obtido pela RPC. O homem afirmou, em depoimento, que Miguel disse a ele que havia combinado de beber e usar cocaína com um homem conhecido como "Mano" e que, então, os dois se encontraram com Layane e forçaram a jovem a ir até o local onde ela foi encontrada morta.

Ainda conforme o relato do outro suspeito, Miguel contou que eles tentaram manter relação sexual com Layane, mas que ela resistiu. Segundo o depoimento, depois de Miguel aplicar um "mata leão", matando a jovem, o homem conhecido como "Mano" saiu para buscar combustível que seria usado para atear fogo no corpo da jovem, mas que "Mano" não voltou mais ao local. A assistência de acusação disse que acredita que Miguel tentou esconder o corpo da jovem e que ele está mentindo nos depoimentos. "Ele não conseguiu pular o muro com o corpo que pesava muito menos que a vítima.

Ele levou a vítima andando, a vítima estava viva, até o local dos fatos, para a autoria do delito lá, naquele local, escuro, e sem ninguém para testemunhar os fatos", disse o assessor jurídico Leandro Veloso. O advogado de defesa de Miguel, José Valdeci de Paula, afirmou que ainda há lacunas nas informações dadas por ele nesta quarta-feira, e afirmou que acredita na participação de mais uma pessoa.

"Eu falei 'Miguel, quer falar alguma coisa? Quer confirmar? Porque a sua versão não está batendo com o que foi reconstituído'.

Ele falou 'não, fui eu quem fiz isso'.

Então, é a palavra dele que está prevalecendo.

Ele assumiu a autoria sozinho", disse. Reconstituição da morte de Layane da Silva foi realizada, nesta quarta-feira (12) Bruno Fávaro/RPC A Polícia Civil deve analisar tudo o que foi dito por Miguel durante a reconstituição e também aguarda a finalização de laudos feitos pela perícia.

A delegada da Delegacia da Mulher de São José dos Pinhais, Lucy de Aquino Santiago, disse que pretende concluir o inquérito nos próximos dias. Miguel Angelo, de 25 anos, foi preso suspeito de matar Layane da Silva, de 19 anos, em São José dos Pinhais. Reprodução/RPC Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.