Irmão e marido de Bruna Keli foram condenados a 18 anos e quatro meses de prisão.

Bruna Keli foi absolvida e deverá sair da cadeia após quatro anos de prisão Reprodução / TV Tribuna Bruna Keli Ferreira, de 31 anos, acusada de estar envolvida no homicídio da jovem Lais Eduarda Alves Beraldo, de 17 anos, foi absolvida do crime durante o júri popular no Fórum de Jacupiranga, no interior de São Paulo.

Os outros dois acusados receberam a pena de 18 anos e quatro meses.

O julgamento teve início na terça-feira (11) e terminou nesta quarta-feira (12).

A adolescente desapareceu no dia 28 de fevereiro de 2016 em Cajati e, na época, o inquérito policial concluiu que ela havia sido morta.

O corpo da jovem nunca foi encontrado. O processo de mais de 2 mil páginas tramitou durante quatro anos na 1ª Vara Criminal de Jacupiranga.

Além de Bruna, o marido dela, Mauro Pontes Junior, e o irmão dela, Rafael Jean Ferreira, também foram apontados como autores do homicídio, sequestro e ocultação de cadáver.

Mauro era ex-patrão de Laís e pai da filha dela, fruto do relacionamento extraconjugal entre os dois.

A sessão de júri de terça-feira (11) durou aproximadamente 11 horas e foram ouvidas 21 testemunhas de acusação e nenhuma de defesa, pois foram dispensadas.

Também houve o interrogatório dos três réus.

Na quarta-feira (12), o júri iniciou por volta das 9h30 e foram realizados os debates entre a promotoria e a defesa.

Às 17h30, a comissão de jurados, composta por sete pessoas, iniciou a votação.

Já às 19h, a juíza responsável pelo caso, Gabriela de Oliveira Tomazze, iniciou a leitura da sentença, que condenou Mauro e Rafael, e absolveu Bruna.

“A investigação havia sido falha e que não havia provas suficientes que demonstrassem qualquer tipo de participação da Bruna.

Na verdade, não haviam provas suficientes para demonstrar o delito como um todo”, afirma o advogado de Bruna, Helder Augusto Cordeiro Ferreira Piedade.

Segundo ele, não haviam provas contra Bruna.

Helder esclareceu que toda a defesa, tanto dela como dos outros dois, foi baseada na tese de negação do crime, já que os acusados alegaram não ter cometido o homicídio.

“Em um primeiro ponto, não havia provas de que a Lais teria morrido e nem da participação deles”, informa.

Bruna está presa na cadeia pública de Franco da Rocha, onde ficou por cerca de quatro anos.

O alvará de soltura será expedido nesta quinta-feira (13) e ela deverá ser solta.

Segundo o advogado, ela planeja retomar a guarda dos dois filhos que atualmente estão com os avós paternos. Como a decisão é de 1ª instância, cabe recurso por parte dos dois condenados.

Lais Eduarda desapareceu em Cajati, no Vale do Ribeira Arquivo Pessoal