Moradores da comunidade Mutuns dependem do transporte fluvial.

Defesa Civil vai visitar áreas afetadas na manhã sexta-feira (14).

Moradores de comunidade ribeirinha só conseguem trafegar via transporte fluvial.

Arquivo pessoal Cerca de 70 famílias do Baixo Madeira são atingidas diretamente com a cheia do rio Madeira.

A comunidade de Mutuns, por exemplo, depende no momento do transporte fluvial.

Comunidades como Pau D’arco e Bom Jardim também foram afetadas.

Na manhã desta quinta-feira (13), o nível das águas do rio ultrapassou os 15 metros, conforme a Defesa Civil.

O Madeira alcançou a cota de alerta (de 15 metros) na última quarta-feira (12), segundo informações do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira.

Esta é a primeira vez no ano que o nível do rio atinge a marca. Equipes da Defesa Civil se deslocarão aos locais na manhã de sexta-feira (14), que ficam a quase 100 quilômetros do perímetro urbano de Porto Velho.

Ainda não se sabe se as águas já atingiram as casas, mas o órgão já faz um levantamento prévio para saber se há famílias desabrigadas e desalojadas.

"A princípio vamos levar o hipoclorito para deixar as águas de poço livre para consumo humano.

É temporário.

A aguá potável está sendo providenciada", explicou o coordenador da Defesa Civil em Porto Velho, Rogério Félix.

Segundo Rogério, o Município está providenciando os kits comunitários.

"Nós já tínhamos conhecimento da situação, que aconteceu da última semana para cá por causa da elevação do rio, que foi bem rápida de quatro a cinco dias para cá.

Realmente são as primeiras comunidades que são atingidas diretamente pela cheia", disse.

Defesa Civil informou que visitará localidade na manhã de sexta-feira (14).

Arquivo pessoal Cheias históricas Quando registrou a cheia histórica, em 2014, o nível do rio Madeira atingiu mais de 19 metros.

Milhares de pessoas foram retiradas de casa. Outro ápice do nível do rio foi em 9 de abril de 2007, quando o Madeira chegou a 17,52 metros.

Na época, a enchente invadiu bairros, distritos e afetou cerca de 1,6 mil famílias somente em Porto Velho.