Ação é realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro).

Petroleiros discordam da cobrança de produtos derivados do petróleo feita pela empresa.

Moradores fazem fila para comprar botijões de gás por preço abaixo do mercado em protesto em Cubatão Solange Freitas/G1 Petroleiros que trabalham nas unidades de Santos e Cubatão, no litoral de São Paulo, mantém a greve na região.

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) comercializou botijões de gás por R$ 32, nesta sexta-feira (14), em frente à Refinaria Presidente Bernardes (RPBC).

A venda do botijão abaixo do mercado é justamente uma forma protesto.

As manifestações no litoral paulista tiveram início na última sexta-feira (7), quando as atividades foram parcialmente paralisadas em unidades da Alemoa, em Santos, e na refinaria em Cubatão.

Atualmente, as greves atingem 108 unidades da Petrobras em todo o país.

Petroleiros mantém greve em refinarias da Petrobras na Baixada Santista, SP TST determina que 90% dos petroleiros da Petrobras sigam trabalhando durante greve De acordo com o diretor do Sindipetro e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, o sindicato decidiu comercializar os botijões pelo preço reduzido em protesto à política de preços praticada pela Petrobras.

Moradores formaram uma fila, desde 4h desta sexta-feira, para comprar o gás dos sindicalistas.

Adaedson explica que os petroleiros discordam da cobrança de produtos derivados do petróleo feita pela empresa.

"Em 2016 tínhamos o mesmo valor de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) e o custo de produção era maior.

Só que, naquela época, o gás custava R$ 40 e a gasolina era R$ 3,50.

Hoje é quase R$ 5 o litro".

Manifestantes vendem botijão de gás por preço abaixo do mercado como protesto em Cubatão "Com condições piores, os produtos eram mais baratos, então, por que esse preço absurdo é cobrado da população? A Petrobras cobra esses produtos em valores internacionais e isso favorece somente o empresariado.

A produção nacional e, principalmente, os mais pobres são os principais prejudicados com essa cobrança", afirma. O diretor aponta que foram distribuídas 250 senhas para a compra dos botijões, no entanto, cerca de 500 pessoas foram até o Portão 1 da RPBC, onde a venda foi feita.

"Quando explicamos a diferença entre os preços praticados em 2016, a população entende o tamanho do problema e porque fazemos a greve".

A venda dos botijões do Sindipetro também aconteceu na quinta-feira (13), em frente à sede do Sindicato.

Adaedson ressalta que a proposta é dar sequência à ação de conscientização e aplicá-la nos bairros de Santos e Cubatão.

Em nota, a Petrobras afirmou que as unidades seguem operando em condições adequadas de segurança, com equipes de contingência formadas por empregados que não aderiram à greve e contratações temporárias autorizadas pela Justiça.

Não há impacto na produção até o momento.

A companhia também informou que não tem ingerência no preço final do GLP. Petroleiros fazem greve na Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão Solange Freitas/G1 Descumprimento de acordo coletivo Os petroleiros acusam a estatal de desrespeitar acordos coletivos e negociar condições de trabalho sem comunicar o sindicato.

Dentre as reivindicações, a categoria pede a suspensão o programa de demissão de mil funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), previsto para ser executado nesta sexta-feira.

Em ato desde o dia 1º de fevereiro em 108 refinarias da Petrobras, espalhadas em 12 estados, os manifestantes também são contra a negociação do horário de jornada e as outras condições de trabalho pela Petrobras sem o conhecimento dos sindicatos. Uma decisão do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou que 90% dos petroleiros da Petrobras continuem trabalhando.

A medida atende parcialmente a um pedido da estatal, que solicitou a suspensão da greve.

O Sindipetro aponta que não concorda, mas acata a decisão do TST. Petroleiros vendem botijões de gás por preço abaixo do mercado em Cubatão Solange Freitas/G1