Levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) reúne dados de janeiro a junho de 2019.

Departamento penitenciário sugere transformar beliches em treliches para melhorar acomodações.

O déficit de vagas no sistema prisional brasileiro cresceu de janeiro a junho de 2019 apesar da criação de 6.332 vagas no período.

Em 2018, faltavam 289.522 vagas para atender a demanda existente.

Até junho de 2019, esse déficit subiu para 312.125.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (14) pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e fazem parte do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) de 2019.

Segundo o balanço, o número de vagas no sistema prisional em 2018 era de 454.694 frente a 461.026 até junho de 2019. O diretor-geral do Depen, Fabiano Bordignon, afirma que, em todo o ano passado, foram criadas 20 mil vagas.

Mesmo assim, o déficit superou 300 mil presos.

De acordo com diretor-geral, a meta é criar 100 mil vagas em 4 anos para reduzir este déficit. “Se pegarmos relatório do Tribunal de Contas da União, que fala de 2000 a 2016, a média é de 10 mil vagas [criadas] por ano.

Em alguns anos não houve a construção de nenhuma vaga”, disse.

Ainda de acordo com Bordignon, o Depen vai fazer investimentos junto aos Estados neste ano para reformar unidades prisionais e criar mais espaços no sistema.

"Este ano, o Depen vai investir junto com os estados muito em reformas em unidades prisionais que é a maneira mais rápida de criar vagas.

Aproveitar o que já existe e criar mais algumas instalações para os presos, com uma cama a mais por cela.

Beliches que podem virar as treliches para a gente acomodar melhor a população prisional”, afirmou. Grau de instrução Segundo dados do Infopen, a maioria dos presos não completou o ensino fundamental.

De acordo com o levantamento: 317.542 - não completaram o Ensino Fundamental; 101.793 - não completaram o Ensino Médio; 18.711 - são Analfabetos; 66.866 - completaram o Ensino Médio; 4.181 - têm Ensino Superior completo.