Júri de Juliano Vieira Pimentel de Souza será no dia 12 de maio, em Caxias do Sul.

Ele é acusado de ter estuprado e matado a menina de 7 anos em março de 2018.

Naiara foi encontrada morta no dia 21 de março de 2018 Reprodução/RBS TV O homem acusado de ter estuprado e matado a menina Naiara Soares Gomes, de 7 anos, teve julgamento marcado.

Ele vai à juri no dia 12 de maio, em Caxias do Sul, na serra gaúcha.

O julgamento terá portas fechadas para o público e para a imprensa.

O caso tramita em segredo de justiça por se tratar de uma criança vítima de crime sexual.

Juliano confessou o crime.

Ele está preso na Penitenciária de Canoas desde o dia 21 de março de 2018 e responde por estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado (por asfixia; uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outro crime) e ocultação de cadáver.

Caso seja considerado culpado por todos os crimes, Juliano pode pegar mais de 60 anos de prisão.

Relembre o caso Naiara foi raptada enquanto ia para a escola no dia 9 de março de 2018.

Segundo a polícia, imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito se aproxima dela, de carro, para o veículo e a atrai com uma mochila em formato de cachorro.

Ele teria dito que, se a criança quisesse ganhar uma boneca, teria que entrar no carro. De acordo com a investigação, o homem levou Naiara para a casa onde morava.

Foi lá que ela foi estuprada e morta, segundo a polícia.

O corpo da menina foi encontrado 12 dias depois, em um matagal às margens da Represa do Faxinal.

As autoridades chegaram ao suspeito depois de investigar o carro branco flagrado por câmeras de segurança próximo ao local de onde Naiara desapareceu. A partir dessas imagens, a polícia iniciou um trabalho de campo, com levantamento e cruzamento de informações disponíveis no cadastro de veículos da cidade.

Após ser abordado em casa, o homem informou à polícia o local onde deixou a menina já sem vida. A notícia da localização do corpo e detenção do suspeito causou revolta na população de Caxias do Sul e manifestações foram feitas na cidade.

Naiara foi velada um dia após a polícia encontrar o corpo.

Dois dias depois, a proprietária do imóvel onde Juliano morava, decidiu demolir a casa.

"Quem vai querer morar nessa casa? Nem eu ia querer", afirmou. No dia anterior à demolição, a residência sofreu uma tentativa de incêndio.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, foi atirado um líquido inflamável na porta da casa.

Os vizinhos conseguiram controlar as chamas com baldes de água até a chegada dos bombeiros.

No dia 30 de março, o acusado foi transferido de Canoas, onde estava preso, para uma instituição psiquiátrica de Porto Alegre.

A Susepe não informou o motivo da transferência.

O laudo pericial divulgado no dia 3 de abril pela Polícia Civil apontou que Naiara morreu por asfixia.

Os peritos também encontraram uma fratura na cervical da menina. O inquérito da morte de Naiara foi concluído no dia 6 de abril, e foi pedida a prisão preventiva de Juliano.

Em agosto do mesmo ano, o réu voltou pela primeira vez a Caxias do Sul para audiência.

Cerca de 20 pessoas estavam na frente do fórum para pedir justiça pela morte da menina. Em fevereiro de 2019, Juliano foi condenado pelo estupro de outra criança, de 9 anos, também em Caxias do Sul.

Ele recebeu a sentença de 16 anos, seis meses e 10 dias de reclusão em regime fechado.

Na época do sumiço de Naiara, a Polícia Civil informou que uma outra menina tinha sido estuprada pelo homem e sobreviveu.

O depoimento dela teria ajudado os investigadores a chegarem a Juliano.

Ela revelou as características físicas do homem, como um estrabismo, além de ter descrito em detalhes a casa dele, onde ocorreram os crimes. Imagens de câmera de segurança mostraram a menina indo sozinha para a escola