Segundo delegado, entre os presos há ainda um enfermeiro e um professor.

Garoto apontou a participação direta dos três nos abusos.

Caso está sendo investigado pela Polícia Civil em Monte Azul, interior de MG.

Conselheiro já não ocupa mais o cargo.

Quatro homens foram presos nesta sexta-feira (14) em uma investigação que apura abusos sexuais cometidos contra um menino de 11 anos em Monte Azul, interior de MG.

Entre eles, há um conselheiro tutelar, um enfermeiro e um professor.

Ao serem encaminhados à delegacia, exerceram o direito de permanecer em silêncio. De acordo com a Polícia Civil, o garoto apontou a participação direta dos três nos abusos.

Além disso, a vítima e a família estavam sendo ameaçadas.

O conselheiro e o enfermeiro são casados e o professor é tio de um deles.

“Estavam acima de qualquer suspeita.

Um deles, inclusive, tinha a função de proteger e amparar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade", fala o delegado João Paulo Ladeira.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente confirmou que o conselheiro não ocupa mais o cargo.

O G1 entrou em contato com o presidente do Conselho Tutelar, que não quis se manifestar, e ainda tenta contato com a defesa dos outros suspeitos.

O delegado completa afirmando que eles se aproveitavam das condições financeiras do menino e ofereciam presentes em troca da violência sexual.

A família chegou a receber cestas básica dos investigados. O quarto homem preso já se envolveu em vários crimes e está em liberdade condicional por roubo.

João Paulo destaca que, quando menor, ele colocou fogo em uma pessoa viva.

O investigado foi flagrado no meio de um matagal enquanto observava um familiar da vítima.

“Por se tratar de uma pessoa considerada de extrema periculosidade, que já teve envolvimento com crimes e que manteve uma postura ameaçadora, representamos pela prisão dele também”, destaca Ladeira. Abusos foram filmados e divulgados em redes sociais O delegado responsável pelo caso fala também que o procedimento investigativo foi instaurado após um vídeo circular em redes sociais e mostrar o garoto sendo abusado.

Segundo João Paulo Ladeira, um homem já havia sido preso no dia 6 deste mês, totalizando cinco prisões com as desta sexta.

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Homem de 44 anos é preso por abusar de menino de 11 e divulgar imagens em redes sociais Na ocasião, ainda foram cumpridos mandados de busca que terminaram com a apreensão de celulares, notebooks e tablets.

O conselheiro tutelar, o enfermeiro e o professor também eram alvos dessas ordens judiciais da primeira fase da investigação.

Os aparelhos eletrônicos ainda estão sendo analisadas e podem, de acordo com a Polícia Civil, ajudar a identificar mais envolvidos e outras vítimas. As ameaças, de acordo com o delegado, começaram após o cumprimento destes mandados de prisão e de busca e apreensão. “O menino e o pai dele se dirigiam a uma oitiva de produção de provas quando foram abordados por uma pessoa que sugeriu que eles não mencionassem os nomes de três dos presos.

Entendemos que eles estavam usando de interposta pessoa para atrapalhar investigações, o que caracteriza uma forma de ameaça velada”, explica o delegado. De acordo com João Paulo Ladeira, os três nomes mencionados eram os do professor, do conselheiro tutelar e do enfermeiro. Família não sabia dos abusos O delegado explica que o garoto é de uma família carente.

Ele mora com o pai, outras três crianças e um idoso acamado.

A mãe estava residindo em São Paulo e voltou às pressas ao saber dos abusos. João Paulo Ladeira afirma que os investigados aproveitavam da vulnerabilidade e da confiança da família, eles chegavam a levar cestas básicas para eles e induziam o menino a praticar os atos libidinosos por meio de presentes, roupas e calçados.

“Trata-se de uma criança que, pela própria idade, é sugestionável e influenciável.

Uma pessoa ainda em formação.

Ao saber, a família se sentiu vulnerável, está em choque e desesperada.

Representamos pela prisão justamente para garantir a proteção integral deles, que estão sendo acompanhados pela Polícia Civil, Conselho Tutelar, Ministério Público e Poder Judiciário”, destaca. O menino foi submetido a exames e nenhuma doença sexualmente transmissível foi identificada.

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