Depois da divulgação da prévia do Produto Interno Bruto, que frustrou as expectativas e indicou crescimento abaixo de 1% em 2019, a segunda fase das reformas estruturais ganhou um peso ainda maior e precisa avançar neste primeiro semestre para evitar mais um ano de ritmo fraco da economia.

A avaliação é da equipe econômica e será repassada nesta segunda-feira (17) pelo ministro Paulo Guedes (Economia) ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Como uma sinalização de que o governo está empenhado na aprovação das reformas, a equipe de Guedes torce para que o presidente envie ao Congresso ainda nesta semana a reforma administrativa.

Nesta segunda, Bolsonaro disse que é possível enviá-la antes do Carnaval e que a proposta já está "madura", mas fez questão de dizer que não serão alterados os direitos dos atuais servidores. Bolsonaro promete entregar em breve a proposta de reforma administrativa Entre líderes, a avaliação é que, chegando nesta semana, a tramitação da reforma administrativa pode até surpreender e ser aprovada antes da reforma tributária, já que, por determinação presidencial, a proposta só irá mudar as regras de estabilidade para os futuros servidores públicos. Em relação à reforma tributária, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, continua firme no seu propósito de tentar aprova-la na Casa até o final do mês de abril, dando tempo para que os senadores aprovem a mudança do sistema tributário brasileiro antes do recesso parlamentar, na segunda quinzena de julho. Ambiciosa, a meta de Rodrigo Maia é vista como factível se o governo também entrar com peso nas articulações.

Líderes acreditam, porém, que seria possível pelo menos vencer a etapa da Câmara no primeiro semestre, deixando para os senadores finalizar a votação até o final do ano. Já seria um grande trunfo para Rodrigo Maia, visto por empresários e investidores como o principal articulador da votação de reformas estruturantes dentro do Congresso.

Ou seja, Maia poderia terminar seu período à frente da Câmara, no início do ano que vem, com três reformas importantes aprovadas sob sua liderança: da Previdência, tributária e administrativa.