A ministra de Saúde da França, Agnes Buzyn, vai concorrer à prefeitura de Paris pelo partido do presidente Emmanuel Macron depois que um vídeo sexual do candidato anterior foi divulgado.

Agnes Buzyn anuncia sua renúncia do Ministério da Saúde, em 16 de fevereiro de 2020 Rafael Yaghobzadeh/AP A ministra de Saúde da França, Agnès Buzyn, assumiu a candidatura do partido do governo do país para a prefeitura de Paris no domingo (16). Ela assume a chapa do En Marche, o partido do presidente Emmanuel Macron, depois de um escândalo que envolveu o candidato anterior, Benjamin Griveaux.

Falta um mês para a votação em Paris. O ex-candidato saiu repentinamente da corrida depois do vazamento de vídeos com conteúdo sexual dele foram publicados em redes sociais. Benjamin Griveaux, candidato do partido La Republique en Marche, retirou sua candidatura à prefeitura de Paris após divulgação de vídeo de caráter sexual Lionel Bonaventure / AFP A escolha de Buzyn acontece depois de dois dias de buscas para um substituto para o candidato.

A opção tomada salienta a importância que o partido de Macron dá às eleições de Paris. Griveaux, anunciou na sexta-feira (14) a retirada de sua candidatura para proteger sua família, após a divulgação dos vídeos de caráter sexual. Depois de sofrer "ataques infames (...) decidi retirar minha candidatura à eleição municipal parisiense", afirmou em uma declaração gravada nesta sexta-feira na sede da AFP em Paris, na presença de jornalistas do canal BFM Paris. O artista russo Piotr Pavlenski e a sua companheira, Alexandra Taddeo, foram colocados em prisão preventiva, no domingo (16), no âmbito da investigação sobre a difusão de vídeos . Pavlenski assumiu a responsabilidade pela divulgação. Artista russo Pyotr Pavlensky disse ser o responsável por divulgação de vídeo íntimo de Benjamin Griveaux Lionel Bonaventure / AFP Ele foi detido preventivamente no sábado (15) por causa de uma outra investigação.

Inicialmente, seria interrogado por um episódio de “violência com armas" na noite de 31 de dezembro.

Posteriormente, a Justiça suspendeu essa detenção preventiva para poder interrogá-lo a respeito dos vídeos de Griveaux.

A companheira do artista russo, que teria recebido os vídeos do político francês, foi detida no domingo (16).

O Ministério Público de Paris informou que ela é investigada sobre "violação da intimidade da vida privada" e "difusão sem concordância da pessoa de imagens de caráter sexual".