Estrutura de 190 metros quadrados e capacidade para 450 passageiros servirá de modelo para as outras que estão sendo construídas.

Obras deverão ser entregues em nove meses.

Estrutura modelo de nova estação do BRT mostra o funcionamento para os passageiros A Prefeitura de Campinas (SP) entregou nesta segunda-feira (17) a primeira estação do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), no Jardim Florence.

A estrutura tem 190 metros quadrados, capacidade para acomodar 450 passageiros e servirá de modelo para as outras 36 estações que estão sendo construídas pela cidade.

A estação fica no centro da avenida e dá acesso para os dois sentidos da via e os passageiros passarão a entrar pelo lado esquerdo dos ônibus.

A estrutura contará painéis de informações das linhas dos ônibus. As plataformas são elevadas, porque os veículos do BRT são mais altos do que os ônibus convencionais e portas automáticas para entrada nos veículos.

As passagens convencionais e dos bilhetes serão pagas antes de entrar no ônibus, na porta da estação.

"O tempo de viagem vai reduzir de 20 a 25% quando o sistema estiver operando.

A facilidade do embarque que é em nível nas estações, não tem escada pra subir e descer.

Não se valida os bilhetes dentro do ônibus, mas fora da estação, que a gente chama de pagamento 100% desembarcado.

Isso traz muita agilidade, além de ser um sistema troncal, os ônibus vão passar a cada 2, 3 minutos na operação normal.

Isso também vai fazer com que as pessoas fiquem pouco tempo nas estações", explica o secretário municipal de transportes, Carlos José Barreiro.

Campinas apresenta estação do BRT no Jardim Florence Reprodução/EPTV O BRT O projeto é um dos principais da gestão do prefeito Jonas Donizette (PSB) e prevê a implantação de 17,9 quilômetros no Corredor Campo Grande, 14,6 km no Ouro Verde e 4,1 km no Perimetral, que fará a interligação dos outros dois.

Em janeiro, a Prefeitura publicou um decreto que prorroga por nove meses o prazo de execução de dois contratos das obras do BRT, previstas para serem entregues no primeiro semestre.

Com custo de R$ 451,5 milhões, as construções começaram em 2017 e o primeiro canteiro central foi inaugurado na confluência dos bairros Bonfim e Botafogo, na área do antigo leito desativado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Outro trecho de 1,5 quilômetros da Avenida das Amoreiras foi aberto em fevereiro, na região dos bairros São Bernardo e Jardim do Trevo. BRT: obras na região central afetam 17 linhas de ônibus e desativam pontos de parada por 60 dias Comércios no entorno das obras do BRT, em Campinas, registram prejuízo e queda no movimento BRT: motoristas reclamam de asfalto e secretário promete aumentar equipe de manutenção No ano passado, o prefeito Jonas Donizette (PSB) sancionou uma lei que autoriza a contratação de empréstimos até o limite de R$ 300 milhões.

Na data da aprovação na Câmara, o secretário de Finanças, Tarcísio Cintra, admitiu que metade do montante deveria ser direcionada para obras do BRR, mas não detalhou de que forma. A expectativa do Executivo, informada na época em que o projeto foi apresentado, era de que 300 mil moradores sejam beneficiados.

O Corredor Ouro Verde terá saída da região central e trajeto pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim, até o Terminal Vida Nova. Veja mais notícias da região no G1 Campinas