Ações fazem parte da reestruturação da fabricante.

Ela já tinha vendido Opel e Vauxhall, e saído de mercados como África do Sul, Vietnã, Indonésia e Índia.

Veículos da Holden Divulgação A General Motors anunciou nesta segunda-feira (17) uma série de mudanças em suas operações na Ásia e Oceania.

A principal delas é o fim da centenária marca Holden, que já vinha atuando como importadora desde 2017.

Com isso, a GM vai encerrar gradativamente as operações na Austrália e Nova Zelândia.

Outra ação da GM é vender uma fábrica na Tailândia.

Todo o movimento de reestruturação custará à companhia US$ 1,1 bilhão. GM vai investir US$ 2,2 bilhões em fábrica de carros elétricos nos EUA A decisão acelera a retirada da GM de mercados não lucrativos, e torna a empresa mais dependente de operações nos Estados Unidos, China, América Latina e Coreia do Sul, uma vez que a empresa está desistindo de se expandir pelo sudeste asiático. A GM estimou lucro estável para este ano depois de um ano difícil em 2019 e está enfrentando cada vez mais interesse na rival de carros elétricos Tesla. A GM está "se focando em mercados onde temos as estratégias corretas para termos retornos robustos e priorizando investimentos globais que vão trazer crescimento no futuro da mobilidade", especialmente em veículos elétricos e autônomos, afirmou a presidente-executiva da GM, Mary Barra, em comunicado. Fábrica da GM na Tailândia que será vendida Divulgação O anúncio envolvendo Austrália e Nova Zelândia marca uma continuação na retirada da GM da Ásia, que começou em 2015, quando a empresa disse que iria parar de montar carros de sua marca na Indonésia.

As demissões na Austrália e Nova Zelândia somam 600 trabalhadores, enquanto na Tailândia, a venda da fábrica afeta cerca de 1.500 funcionários. Barra tem priorizado margens de lucro ante volume de vendas e presença global desde que assumiu o comando da companhia em 2014. Em 2017, ela vendeu as operações europeias da Opel e Vauxhall para a Peugeot e decidiu pela saída da companhia da África do Sul e de outros mercados africanos.

Desde então, Barra também tomou decisões para retirar a GM do Vietnã, Indonésia e Índia.