Documento foi divulgado nesta segunda-feira (17), após polêmicas causadas por declarações do presidente.

Nova reunião ocorre em 14 de abril Os governadores, de São Paulo, João Doria, do Distrito Federal, Ibanez Rocha e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante a 5ª Reunião do Fórum de Governadores, na manhã desta terça-feira (11), em Brasília José Cruz/Agência Brasil Governadores de 19 estados e do Distrito Federal divulgaram nesta segunda-feira (17) uma carta aberta em que reclamam da postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de se pronunciar sobre temas de alçada estadual sem conversar com os gestores regionais e aproveitaram para convidá-lo para participar do próximo fórum organizado por eles, a ser realizado dia 14 de abril. "Recentes declarações do presidente da República Jair Bolsonaro confrontando governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos Estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil", afirma o documento. 'Os estados e o DF estão quebrados', diz Ibaneis sobre 'desafio' de Bolsonaro para zerar ICMS de combustíveis Ibaneis diz que é 'irresponsável' forma como Bolsonaro propôs reduzir preço de combustível A carta se referia indiretamente a embates recentes de Bolsonaro com governadores.

Em um deles, o presidente desafiou-os a zerar o ICMS -- um imposto estadual -- sobre os combustíveis para em troca zerar impostos federais para o mesmo produto.

Em 2019, a arrecadação do governo federal sobre combustíveis atingiu 27,4 bilhões. 'Debate criminoso', diz Ibaneis sobre pedido de Bolsonaro para zerar ICMS dos combustíveis Em outro lance, no fim de semana, Bolsonaro indicou que a morte do ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano Nóbrega em uma ação policial na Bahia no último fim de semana pode ter sido uma queima de arquivo.

Essa hipótese é defendida pelo advogado da vítima, mas a polícia baiana argumenta que o miliciano estava armado e atirou contra os agentes no cerco feito em um sítio no fim de semana passado. "Quem é responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia do PT.

Precisa falar mais alguma coisa?”, disse Bolsonaro a jornalistas em evento no Rio de Janeiro, ao ter dito depois que a "imprensa está dizendo que foi queima de arquivo". Bolsonaro diz que a Polícia Militar da Bahia matou o ex-PM Adriano da Nóbrega O documento dos governadores prega que é preciso observar os limites institucionais.

"Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós", avaliou. A carta disse que trabalhando juntos será possível contribuir com a melhoria de vida dos brasileiros, a redução da desigualdade e busca da prosperidade econômica.

E faz o convite para Bolsonaro participar do próximo encontro dos governadores. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.